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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Acordo de esquerda não garante aprovação de orçamentos, apenas “apreciação conjunta”

NOVO GOVERNO

Acordo à esquerda apenas estabelece que Governo PS não cai por aprovação de moções de censura, mas não garante votação de orçamentos do Estado, apenas "apreciação conjunta". Acordo assinado em breve.

2:28 Liliana Valente
Estabilidade é garantida com a não aprovação de moções de censura. 
Orçamentos são "apreciados" em conjunto
A Comissão Política do PS aprovou o documento do acordo com os três partidos à esquerda. De acordo com o comunicado final, lido por António Costa, a estabilidade e durabilidade do Governo “de iniciativa do PS” com o apoio de PCP, BE e PEV fica garantida com a não aprovação de moções de rejeição ou de censura por parte destes partidos e pela “apreciação conjunta” dos orçamentos do Estado. 
Os partidos à esquerda do PS não dão para já a certeza de que votarão solidariamente os Orçamentos do Estado, comprometem-se apenas a apreciá-los.
Disse Costa que está garantida “a existência de condições de estabilidade na perspetiva de legislatura com a garantia de não aprovação de eventuais moções de rejeição ou censura da iniciativa do PSD e do CDS” e a “existência de condições de governabilidade com a apreciação conjunta dos instrumentos fundamentais de governação, designadamente os orçamentos do Estado”.
Esta é uma diferença para aquilo que, por exemplo, foi o acordo de Governo entre o PSD e o CDS (de 2011 e replicado em 2015) onde os dois partidos admitiam “votar solidariamente em sede parlamentar” os principais instrumentos que poderiam levar à queda do governo, incluindo programa de Governo, moções de confiança e de censura e orçamentos do Estado. Neste caso, os partidos negociarão orçamento a orçamento.
Neste ponto de salientar que não está escrito no comunicado da Comissão Política que PCP, BE e PEV estão impedidos de apresentar moções próprias, pode ficar subentendido, uma vez que não se podem juntar à direita para fazer cair o Governo do PS, mas não está escrito no documento. 
Pode no entanto aparecer no acordo de Governo que será assinado em breve. 
Não será esta segunda-feira, uma vez que no PS diz-se que será o dia de preparação do debate do programa de Governo do PSD/CDS.
A Comissão Política escreve ainda que só este acordo à esquerda levava o PS a apresentar a rejeição ao Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas. 
E garantem que depois das conversas à esquerda estão “asseguradas as condições para garantir um governo estável, responsável, coerente e duradouro, na perspetiva de uma legislatura”. 
Uma expressão usada também pelo PCP.
Os socialistas garantem ainda que este acordo respeita “os compromissos nacionais e internacionais”, mas neste ponto, o PS insiste na necessidade de “lançar um novo impulso para a convergência na Europa, defendendo os interesses nacionais”.
O documento foi aprovado por larga maioria, com 69 votos a favor e cinco contra, e ficou decidido que o partido irá apresentar uma moção de rejeição autónoma ao Governo de Passos Coelho e Paulo Portas. 
António Costa saiu do Largo do Rato depois de uma reunião que durou quase quatro horas sem mais explicações. 
Até os críticos saíram sem dar azo a mais discordâncias. 
Francisco Assis disse que se ia “remeter ao silêncio” e Sérgio Sousa Pinto garantiu que nada fará que crie “dificuldades adicionais”. 
O acordo com o PCP, BE e PEV foi assim uma cola que uniu o partido. 
Resta saber o que tem a dizer o Presidente da República.

Atualizado às 2h50
2:02 Liliana Valente
Acordo de Governo foi aprovado com 69 votos a favor e cinco contra
A Comissão Política do PS aprovou o acordo de Governo do PS com PCP, BE e PEV com 69 votos a favor e cinco contra. 

1:24 Liliana Valente
Sousa Pinto: "Compete-me conformar-me"
Sérgio Sousa Pinto, que se demitiu no início deste processo de procurar um governo à esquerda. 
O deputado diz que o PS “já sufragou de forma muito expressiva” a atual orientação política e diz que a partir de agora não vai criar complicações: “Compete-me conformar-me e não criar dificuldades adicionais”.
Lá dentro, Sousa Pinto foi mais crítico do que à saída, mas preferiu não tornar pública a sua posição.

0:36 Liliana Valente
Assis deseja "boa sorte" a Costa primeiro-ministro e diz não estar disponível para entrar no Governo
Francisco Assis saiu da reunião da Comissão Política mais cedo e quase em silêncio, depois de lá dentro ter dado um abraço a António Costa. 
Diz que a partir de agora não dirá mais nada contra o caminho seguido pela direção do partido e revelou estar indisponível para integrar o Governo do PS com apoio do PCP, BE e Verdes.
“Desejei boa sorte a António Costa que vai ser primeiro-ministro e obviamente que não vou fazer mais nenhuma consideração”, afirmou. 
Tal como tem referido, Assis defende que Cavaco não tem outra hipótese senão dar posse ao Governo PS: “Havendo uma solução política que dispõe de suporte maioritário no Parlamento, entendo que o senhor Presidente da República deve dar posse a António Costa como primeiro-ministro”. 
Contudo, o maior crítico de António costa não explicou como pode defender que Cavaco Silva deve empossar Costa e ao mesmo tempo defender que o acordo não é sólido o suficiente para durar quatro anos – tal como disse à entrada da reunião.
“A minha posição é minoritária, o partido é democrático, a partir de agora remeter-me-ei ao silêncio”, disse apenas.
Ora, a Comissão Política ainda não votou o documento apresentado por Costa, mas não distribuído, mas para Assis “o caso está internamente resolvido”.
Quando questionado sobre se aceita integrar um Governo socialista, Assis foi perentório: não e espera que nem o convidem. 
“É evidente que não. 
Com certeza que ninguém chegará ao ponto de me convidar, mas obviamente que não estou. Seria da minha parte uma infâmia perante mim próprio estar a admitir essa possibilidade”.

0:07 Liliana Valente
Assis diz que ficará em silêncio
A reunião da Comissão Política ainda decorre. 
Francisco Assis foi um dos que falou lá dentro e garantiu a António Costa que a partir de agora não falará contra a solução da direção. 
Ainda estão inscritas cerca de vinte pessoas para falar o que promete uma noite longa no Rato. 
Estaremos por aqui a acompanhar. 

22:30 Liliana Valente
António Costa garante que acordo com PCP e BE está fechado e apresenta moção de rejeição autónoma
António Costa apresentou aos dirigentes do PS o acordo fechado com PCP e BE. 
Pediu a aprovação do programa de Governo do PS e propõe a apresentação de moção de rejeição.
Numa primeira fase, Costa deu a entender que o texto de rejeição seria conjunto, mas rectificou no final dizendo que seria uma moção de rejeição autónoma. 
Aos dirigentes socialistas, o secretário-geral do PS fez o ponto de situação das negociações à esquerda. 
Falo as “condições de estabilidade” para uma “alternativa real, credível e duradoura” para “uma legislatura”.
Depois de António Costa foi a vez de Mário Centeno explicar à Comissão Política as alterações introduzidas no programa socialista.
Nota: Num primeiro momento, a notícia do Observador referia que a moção seria conjunta. Entretanto, houve clarificação de António Costa 

21:54 Liliana Valente
António Costa entrou para a sede socialista e não falou aos jornalistas. Disse apenas: “Vamos ouvir a Comissão Política”.

21:44 Liliana Valente
Assis não acredita na "solidez" do acordo, mas garante: "Não vou entrar em guerrilhas"
O eurodeputado não acredita que o acordo entre PS, PCP e BE dure uma legislatura, mas espera que “tudo corra bem”. 
Aos jornalistas, à chegada à sede do PS, Assis insistiu na ideia que “governar não é ter um conjunto de medidas pré-estabelecidas”, mas sim “enfrentar situações desconhecidas”. 
“Nós vamos entrar nos próximos quatro anos muitas vezes em terreno desconhecido, nomeadamente na questão europeia e aí tem de haver um mínimo de solidez e eu entendo que esse mínimo não existe”.
Apesar de ter uma posição diferente, Assis garante: “Vou respeitar a decisão, não vou entrar em guerrilhas. (…) 
O PS vai seguir por um caminho. 
Esse caminho não é o meu. 
Vou ficar a assistir e espero que as coisas corram bem”.
“Entendo que as nossas divergências de fundo em matérias de fundo que não dão garantias de termos um governo com verdadeira capacidade reformista como é necessário em Portugal. (…) 
Um compromisso de Governo não é apenas um conjunto de medidas, é a possibilidade de compartilhar ideias de fundo numa altura tão decisiva da vida europeia”, disse Assis.
“Não acredito nesta solução”, reforçou. 
Contudo, o eurodeputado defende que o Presidente da República deve dar posse a um governo que tenha maioria na Assembleia da República, porque “um governo de gestão seria a pior solução com que nos podíamos defrontar”.
Quanto à discussão interna, o socialista admite que a democracia interna “funcionou” e que a votação na Comissão Nacional não o surpreendeu: “Nada que me espante”. 
Quando questionado sobre o facto de apenas sete socialistas terem votado contra a posição de António Costa e de isso dizer que a posição de Francisco Assis está em minoria, o eurodeputado apenas disse:
Não estou neste momento preocupado se estão dez, 15 ou vinte pessoas ao meu lado. 
Estão as que estão. 
Eu é que tenho esta posição e vou mantê-la”

Nota: Atualizado às 22h03 com mais declarações
21:32 Liliana Valente
João Cravinho diz que acordo é "promissor" e pede ao PS apoio a Costa
O socialista João Cravinho diz que a declaração de Jerónimo de Sousa foi “muito clara” e que o acordo é muito promissor para “dotar o país de um governo com uma política de continuidade”.
Aos jornalistas, Cravinho diz que acredita que as medidas de aumento da despesa são compensadas e que por isso a concretização do acordo “é um passo histórico imenso”.
Não esperando “unanimismos” no seio do PS, o histórico socialista espera que a Comissão Política “dê apoio ao secretário geral”. 

21:20 Liliana Valente
Manuel Alegre diz que está a partilhar "um momento histórico"
Manuel Alegre chegou ao Largo do Rato para partilhar “o momento histórico”. 
Alegre não faz parte dos órgãos socialistas, mas decidiu ir ate à sede do partido. 
O histórico socialista diz ter ouvido “com muita emoção” as declarações de Jerónimo de Sousa e por isso quis “mandar um abraço” ao secretário geral do PCP.

21:15 Liliana Valente
Alguns socialistas começam a chegar ao Largo do Rato. 
António Costa saiu por volta das oito para jantar. 
Saiu acompanhado de Ana Catarina Mendes, João Galamba e Pedro Nuno Santos. 
A reunião da Comissão Política está marcada para as 21h30.

20:12 Rita Dinis
Sampaio da Nóvoa: "Havendo acordo, não há alternativa senão empossar esse Governo"
O candidato à Presidência da República, António Sampaio da Nóvoa, disse este domingo em Lisboa, que “havendo um acordo de maioria parlamentar” não resta “nenhuma outra alternativa” que não seja “empossar esse Governo”.
“Consistentemente repeti sempre que, havendo uma maioria parlamentar, fosse ela qual fosse, à direita ou à esquerda, havendo um acordo de maioria parlamentar, não restaria nenhuma outra alternativa a não ser empossar esse Governo e confiar nesse Governo”, afirmou Sampaio da Nóvoa aos jornalistas à margem de um debate hoje em Lisboa, sobre o setor da saúde, que reuniu pouco mais de 50 pessoas, num hotel da capital.
Questionado pela Lusa sobre a iniciativa de António Costa, do PS, de ter encetado negociações com diversos partidos para alcançar uma plataforma de acordos visando garantir a formação de um Governo, Sampaio da Nóvoa afirmou: “vejo com muito bons olhos o alargamento da nossa democracia, a nossa democracia está a alargar-se, [pois] parecia que estava amputada”.
“Parecia que uma parte dos portugueses que votavam em determinados partidos, era quase como se não fizessem parte da nossa democracia”, acrescentou o candidato presidencial, que referiu ainda que “vê com muito bons olhos esse alargamento e a possibilidade de se chegar a um entendimento entre partidos que são muito diferentes, em nome de uma nova fase da nossa vida política”.
*com Lusa

19:23 Rita Dinis
Comité Central confirma "posição conjunta" do PS e PCP "na perspetiva da legislatura"
O secretário-geral do PCP anunciou neste domingo que o Comité Central do partido “confirmou os termos da posição conjunta do PS e PCP sobre a solução política enviada ao PS”. 
Jerónimo de Sousa, no entanto, passa a bola ao PS, lembrando que esses mesmos termos terão agora de ser “igualmente aprovados pelo PS”. 
Só depois disso o acordo terá “a sua formalização e apresentação”. 
Jerónimo de Sousa garantiu ainda, falando aos jornalistas depois de reunir o órgão de direção do partido, que se trata de uma “solução duradoura na perspetiva da legislatura”. 
Ou seja, com vista aos quatro anos de duração habitual da legislatura.
“A abordagem e avaliação recíproca entre o PS e o PCP permitiu identificar um conjunto de matérias onde é possível assegurar uma ação convergente”, sublinhou Jerónimo em conferência de imprensa, depois de mais de oito horas de reunião do Comité Central. Leia mais aqui

18:37 Rita Dinis
CDS responde a ataques de Costa. "Costa tentou enlamear Portas"
O vice-presidente do CDS Diogo Feio respondeu este domingo às críticas feitas ontem por António Costa, dizendo que o líder do PS apenas “tentou enlamear” Paulo Portas numa tentativa de justificar a “legitimidade da sua solução de Governo que não foi aprovada pelo povo”. 
Ao Observador, o dirigente centrista disse que Costa usou “argumentos falsos” ontem à noite quando, durante a comissão nacional do PS, acusou o CDS de Portas de ter revertido as suas posições antieuropeístas apenas para entrar no Governo de Durão Barroso em 2002. Leia mais aqui.

18:32 Rita Dinis
Maria de Belém diz que não conhece programa de governo da esquerda, mas vê acordo com "naturalidade"
A candidata presidencial Maria de Belém Roseira fez hoje votos de que Portugal “encontre estabilidade” e um “futuro com serenidade”. 
Mas escusou-se a comentar a proposta de programa para um futuro executivo liderado pelo socialista António Costa, por dizer que não a conhece “em profundidade”. 
Ainda assim, mostrou-se tranquila e passou a bola aos deputados no Parlamento: “vai tudo seguir os seus trâmites”, disse.
Falando aos jornalistas em Mangualde, durante uma visita à Feira dos Santos, a candidata à Presidência da República disse ver “com toda a naturalidade” um acordo à esquerda para formar Governo, mas ressalvou que essa é “uma matéria agora para a Assembleia da República”. 
“Tem que haver votações na Assembleia da República, todo um caminho e todo um processo relativamente ao qual eu não posso estar a fazer previsões e cenários. 
Não devo fazê-lo”, frisou.
No entanto, Maria de Belém considerou que “os tempos em democracia podem ser sempre aperfeiçoados”, todos ganhando “em ter processos que não sejam excessivamente longos”. “Mas temos que cumprir aqueles que neste momento estão em vigor, sem prejuízo de quando chegar à altura eles poderem ser mais ajustados àquilo que é a dinâmica dos tempos modernos”, referiu a antiga presidente socialista. 
Na sua opinião, neste momento o que “o que está em causa é que a democracia é procedimentos e valores”, devendo assegurar-se que ambos são cumpridos.
*com Lusa

18:24 Rita Dinis
BE: Governo de esquerda "não é nenhum golpe", mas vai estar sujeito a "gigantescas pressões"
Falando no Funchal à margem de uma sessão pública de esclarecimento sobre o apoio do Bloco de Esquerda à formação de um governo liderado pelo Partido Socialista, Catarina Martins deixou claro que não se trata de um golpe de Estado, mas apenas do simples funcionamento da democracia. 
“Eles [PSD/CDS-PP] não têm os votos suficientes para fazer passar o seu programa e o seu orçamento. 
É a democracia. 
É mesmo assim. 
Porque no dia 4 de outubro, quem foi eleger os deputados não lhes quis dar esses votos. Perderam a maioria”, disse.
Lembrando os seus apoiantes que o BE só aceitou negociar com os socialistas a partir do momento em que abandonaram as três linhas vermelhas impostas pelos bloquistas (“acabar com o regime conciliatório; acabar com a descapitalização da segurança social, através da redução da TSU; e descongelar as pensões”), a porta-voz do partido reconheceu que o governo de esquerda vai estar sujeito a “gigantescas pressões” e que vai ser “difícil”. 
Ainda assim, garantiu que esse mesmo governo terá força para resistir às pressões porque “temos um acordo que responde pela vida das pessoas” e representa a “maioria expressa nas eleições”. 
Leia mais aqui.

18:19 Rita Dinis
Boa tarde.
Vamos acompanhar aqui os principais desenvolvimentos políticos deste final de domingo. 
O PCP reúne o Comité Central para decidir posição sobre acordo de Governo com o PS, e a direção socialista, que ontem já reuniu o seu órgão máximo, vai estar esta noite no Rato, para uma reunião da Comissão Política Nacional. 
Entretanto, Catarina Martins está na Madeira a defender o acordo que já firmou com o PS, e o discurso de Costa ontem à noite, com críticas às posições antieuropeístas do CDS em 2002, já fez soar alarmes no largo do Caldas.
Quanto a nós vamos estar por aqui, a contar-vos tudo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Aqui estão 2 problemas que poderiam afundar os militares russos em uma guerra

Jeremy Bender
21 de outubro de 2015, 15:12


Com uma linha de frente congelada dentro de território ucraniano, a anexação da Criméia bem sucedida, e uma intervenção em curso na Síria, a capacidade militar da Rússia parece firmemente estabelecida.


Mas apesar dos sucessos recentes do Kremlin, os militares russos enfrentam dois problemas estruturais profundos que poderiam revelar-se desastrosos se alguma vez enfrentaram contra outra grande força convencional.

De acordo com Dave Majumdar The Nacional Interest, militares russos está enfrentando mão de obra e de hardware com deficiências profundas.

O serviço militar obrigatório é uma grande parte da insuficiência militares russos.
A grande maioria dos militares, fora das Forças de Mísseis Estratégicos, forças aerotransportadas, e infantaria naval, ainda dependem de recrutas desmotivados que recebem pouca formação.

"Apenas cerca de um quarto das forças terrestres russas estão totalmente equipadas, bem treinadas tropas profissionais", Majumdar observa.
"Esses soldados profissionais - que não são bastante treinados para padrões ocidentais - são parte de um corpo de forças de reacção rápida."
O restante das forças russas ainda contam com o projecto para preencher suas fileiras.
Essa dependência, e a consequente falta de profissionalismo através de muito dos militares, é facilmente perceptível no último aventureirismo do Kremlin.
"[Isto não parece que nós estamos lutando algo grande, apenas alguns alcoólatras e indivíduos sem-abrigo", 1.º tenente Alexey Chaban, da 17ª Brigada de Tanques do exército ucraniano, disse Guerra é Chata.
"Apesar do fato de que há soldados russos de combate contra nós, eles não têm experiência e fazem grandes erros.
Morrendo às centenas - são nem sequer combatentes de verdade".
As tropas russas proteger uma base militar em Perevalnoye, perto da cidade da Criméia de Simferopol, 21 de março de 2014.

Chaban afirma que Isa Munayev, um comandante checheno ex-militar que foi para a Ucrânia para ajudar a lutar contra os russos, disse que, enquanto tropas de elite da Rússia foram eficazes, a maioria era inexperiente e pouco profissional.

"Isa sempre me disse que os caças russos eram apenas um bando de bêbados, mas que, se eu já vi homens [presidente checheno Ramzan] de Kadyrov, então você deve estar com muito medo.

Ciclo de recrutamento da Rússia torna mais fácil para construir um exército quantitativamente impressionante, mas é difícil construí-lo em uma força de combate formidável.
Recrutas servem para apenas um ano dentro das forças armadas antes de serem autorizados a regressar à vida civil.
Este volume de negócios consistente faz com que seja difícil para o Kremlin de manter uma força permanente bem treinada como soldados estão constantemente rodando para fora.


As recentes reformas têm tentado mudar militares russos longe de uma força de recrutamento para uma consistindo de soldados "trabalhadores contratuais". Estas reformas têm sido lentas na conclusão, e os militares russos ainda conta com o projecto para preencher suas fileiras.
Envelhecimento da era soviética porta-aviões Almirante Kuznetsov da Rússia.

O segundo grande problema que enfrentam os militares russos é o estado do seu hardware e do seu processo de aquisição vacilante. Após o colapso da União Soviética, a Rússia perdeu uma boa parte da sua base industrial e tecnológica, algo que enfraqueceu a indústria de defesa do país.

"O país caiu para trás em muitas áreas tecnológicas cruciais, especialmente durante a década de 1990", Majumdar escreve. "Por exemplo, os russos estão bem atrás em tecnologias-chave para a construção de armas de precisão, visando vagens e radares de varredura eletrônica ativa -. Que são apenas alguns exemplos"


Relativo à construção naval era outra área em que a Rússia começou a ficar para trás.

"A Rússia já não tem a capacidade de construir grandes navios de guerra do tamanho de um porta-aviões e usa técnicas de construção antiquadas", escreve Majumdar.

Soldados russos continuam a usar hardware de fabricação soviética. E enquanto a Rússia está a investir em novo hardware, aquisição global é provável que seja difícil para Moscovo por causa de dificuldades económicas persistentes da Rússia.


Estas dificuldades levaram o Kremlin para atrasar ou reduzir vários projetos de defesa principais. Um novo bombardeiro de quinta geração, o PAK DA, foi destinado a entrar em serviço em 2023. O desenvolvimento do avião foi empurrado para trás e Rússia irá se concentrar na produção de uma versão actualizada da era soviética Tu-160 bombardeiro supersônico nuclear.
A Força Aérea Real Britânica Typhoon intercepta um russo Tu-160.
Este não é o único exemplo recente da Rússia ter que escalar para trás em suas ambições de modernização militar.
O Kremlin também está tendo problemas de financiamento do seu tanque Armata de terceira geração desmedido.
Dmitry Gorenburg da Universidade de Harvard estima que a Rússia só será capaz de campo um máximo de 330 tanques armata até 2020, uma fração do 2300 inicialmente previsto.

Rússia pode ter uma capacidade comprovada para tomar território limitado e sustentar várias pequenas operações.

Mas, com os seus problemas de mão de obra e de adjudicação de contratos, o Kremlin iria lutar em uma guerra longa contra um grande rival militar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

As raízes sistêmicas da recessão da Rússia

16 outubro de 2015
MAREK DABROWSKI


Recessão na Rússia tornou-se um fato desde meados de 2014. Quais são as raízes estruturais e institucionais por trás dela?


Destaques:
A economia russa cresceu rapidamente entre 2000 e 2007, mas o crescimento desacelerou após a crise financeira global de 2008-09 e, desde meados de 2014 a Rússia se tenha deslocado para a recessão. 
Um número de fatores de curto prazo têm causado recessão: menor preço do petróleo, o conflito com a Ucrânia, União Europeia e as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia e as contra-sanções russas. 
No entanto tendências do produto negativo da Rússia tem raízes estruturais e institucionais mais profundas. 
Elas podem ser rastreadas para trás cerca de uma década para que as políticas de reforma de mercado anteriores começaram a ser revertidas em favor de dirigismo, levando a uma maior deterioração do clima de negócios e investimentos.

Rússia deve resolver seus problemas de curto prazo, mas no médio prazo e longo deve lidar com as suas desvantagens estruturais e institucionais fundamentais: petróleo e dependência das mercadorias e um clima de negócios e investimentos hostis sustentada por má governação. 
Em comparação com muitos outros produtores de mercadorias, a Rússia está em melhor posição para diversificar a sua economia, principalmente devido ao seu excelente capital humano. 
Depreciação do rublo torna esta tarefa mais fácil.

1. A partir de desaceleração do crescimento ao declínio do PIB
Recessão na Rússia tornou-se um fato. 
PIB trimestral com ajuste sazonal atingiu o pico no segundo trimestre de 2014 e, em seguida, começou a declinar. 
No terceiro e quarto trimestres de 2014, o ritmo de queda foi muito lento (Figura 1) e, portanto, o crescimento global para 2014 manteve-se positivo (0,6 por cento, Figura 2) .

No entanto, no primeiro semestre de 2015 trouxe uma aceleração de tendência negativa. 
O PIB real diminuiu 2,2 por cento no 1º trimestre de 2015 e de 4,6 por cento em Q2 2015, em comparação com os respectivos trimestres de 2014.


Recessão não foi nenhuma surpresa. 
A Figura 2 mostra que, após a crise financeira global de 2008-09 crescimento russo não retomou seu padrão da pré-crise. 
A partir de 2010-12 o crescimento foi silenciado, mas razoável, com um crescimento anual do PIB de 5,4 por cento, 4,3 por cento e 3,4 por cento, respectivamente (embora a partir de um nível baixo em 2009). 
No entanto, já em 2013 - bem antes do conflito com a Ucrânia e resultantes sanções internacionais, e o declínio do preço do petróleo - houve estagnação económica.

Para entender as causas da tendência de crescimento em declínio, temos de olhar para a história da transição da Rússia e sua reversão parcial.

Figura 1: PIB trimestral russo em preços de 2008, bilhões de rublos, ajustado sazonalmente, 2007-15
Fonte: Bruegel baseado em Rosstat,

Figura 2: dinâmica anual do PIB real na Rússia, em percentagem, 1991-2014
Fonte: Bruegel com base no Instituto Gaidar de Política Económica, Moscovo


2. O primeiro ponto de viragem: a repressão Yukos

A Rússia nunca foi uma estrela reformadora. 
A transição económica na década de 1990 foi longa e dolorosa (ver Figura 2) por causa do legado complicado do sistema soviético (distorções estruturais, os desequilíbrios macroeconómicos e a ausência de instituições do mercado) e por causa do apoio político suficiente para, as reformas radicias orientadas para o mercado (Dabrowski et al, 2004). 
No entanto, no início do novo milénio, essas reformas começaram a dar frutos. 
Em 1999, a economia russa entrou numa fase de pós-transição de recuperação do crescimento, o que acelerou nos anos seguintes nas costas do aumento dos preços do petróleo.

Além disso, os primeiros anos da presidência de Vladimir Putin (2000-03) trouxe a conclusão de muitas reformas em atraso, como a reforma agrária, a simplificação do sistema fiscal (a taxa de imposto de renda pessoal plana de 13 por cento), a eliminação de desequilíbrios fiscais, a privatização continuada, abertura limitada para os investidores estrangeiros, a desregulamentação e a adopção de várias peças de legislação orientada para o mercado. 
Naquela época, a Rússia poderia ser considerada um país que concluiu a sua agenda básica de transição e conseguiu construir uma economia de mercado baseada na propriedade privada, mesmo se várias distorções e imperfeições continuaram a existir.

A viragem veio em 2003, com repressão por motivos políticos na maior empresa privada russa, Yukos (seus ativos foram posteriormente retomados pela Rosneft estatal). 
Como resultado, a parcela do PIB setor privado passou de 70 para 65 por cento entre 2004 e 2005 [1]. 
Nos anos seguintes, essa tendência de estatização continuou, especialmente na indústria de petróleo e gás. 
Por exemplo, em 2005 Gazprom adquiriu a empresa privada de petróleo Sibneft, que foi transformada em filial da Gazprom Neft Gazprom. 
As actividades das empresas de petróleo e gás estrangeiras eram marginalizadas. 
O caso mais conhecido foi o redução de efectivos das ações detidas pela Shell, Mitsubishi e Mitsui no projeto Sakhalin-2 em favor da Gazprom (Sprenger, 2010).

Figura 3: Rússia: Freedom House Unidas em Trânsito selecionado pontuação, 1999-2015
Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1LdvQ3v e http://bru.gl/1LdvQ3y.
Nota: Cada indicador é classificado 1-7, com um sentido de liberdade e democracia e 7 significado consolidou regime autoritário. O Índice de Democracia resume pontuações sectoriais.


Embora a aquisição Yukos não impediu o investimento e o crescimento imediatamente, iniciou saída gradual de reformas orientadas para o mercado da Rússia para a construção de uma espécie de sistema híbrido que é fortemente controlado e dominado pela burocracia do Estado e da elite dominante.
O aperto político e administrativo mais apertado sobre a economia foi precedida por um renascimento do autoritarismo político.
Isto incluiu um grampo depara baixo em uma mídia livre, o controlo político do sistema judicial, o comportamento cada vez mais opressivo de várias agências de aplicação da lei e de segurança, o aumento do controle dos entes federados pelo governo federal, a saída gradual de eleições livres e competitivas e um sistema partidário e a eliminação de outros controlos e equilíbrios institucionais (Figura 3).
Aumentar a interferência do governo na atividade de negócios era parte de um processo mais amplo de construir o poder chamado vertical - o mecanismo de controle hierárquico estendendo-se das autoridades federais para regiões, municípios, empresas, meios de comunicação e as organizações da sociedade civil.


3. O segundo ponto de viragem: crise financeira global

Os efeitos negativos da recentralização na Rússia tornou-se plenamente visível em 2008-09, quando o acerto crise financeira global.
Várias economias de mercados emergentes, especialmente na Europa, sofreram com as saídas de capital, de repente cortando seu financiamento externo, estourando crédito e bolhas imobiliárias, reduzindo a procura por suas exportações, resultando na queda de remessas.
No entanto, a magnitude do choque relacionadas com a crise na Rússia era particularmente grande.
Resultou de, entre outras coisas, massivo sobre-endividamento das grandes empresas e bancos, tanto privados como estatais, antes da crise, o declínio dos preços do petróleo e enorme saída líquida de capitais (Figura 4) quando a liquidez global secou (em parte pela  incapacidade de rolar a dívida anterior).

Figura 4: Rússia, os fluxos líquidos de capital privado, USD mil milhões, 2000-15
Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1LoaKgG
Nota: sinal (-) significa entradas líquidas de capital, sinal de (+) - saída líquida de capitais.

Em 2009, a economia russa contraiu 7,8 por cento (no segundo semestre de 2008 e primeiro trimestre de 2009, o declínio da produção acumulada ascendeu a cerca de 10 por cento).
A taxa de câmbio depreciada de 23,5 rublos por dólar no final de Julho de 2008 para 35,2 rublos por dólar no final de Fevereiro de 2009, apesar de intervenções maciças no mercado por parte do Banco Central da Rússia (CBR).
Como resultado, as reservas internacionais do RBC diminuiu de 582.000.000.000 $ no final de agosto de 2008 a 384.000.000.000 $ no final de Fevereiro de 2009.
No ano seguinte, quando os preços do petróleo aumentaram novamente e mercados financeiros globais estabilizados, a taxa de câmbio em parte recuperada e reservas internacionais começou a crescer novamente.

Como parte de seu pacote anti-crise, o governo russo ofereceu resgates generosos para as empresas em dificuldades e bancos, quer através de sua nacionalização direta ou através de aquisições por essas empresas que já eram propriedade do Estado.

A deterioração das contas fiscais tornou-se uma consequência natural de resgates generosos.
Grandes aumentos nas pensões e salários do setor público no ano de crise de 2009, adicionalmente, aumento da pressão sobre o orçamento.
Como resultado, um excedente orçamental de 8,4 por cento do PIB em 2006 se transformou em um déficit de 6,3 por cento do PIB em 2009 (Figura 5).
Déficit não petrolífero do governo federal aumentou de menos de 5 por cento do PIB em 2006 para 13,8 por cento do PIB em 2009 (Figura 6).
Embora os preços do petróleo recuperaram gradualmente para acima de US $ 100 por barril em 2010, e o saldo orçamental das administrações públicas tornou-se positivo em 2011-12 (ver Figura 5), o orçamento russo e toda a economia manteve-se ainda mais dependente dos preços do petróleo, em comparação com o situação pré-crise.

Figura 5: Rússia, administrações públicas líquido capacidade / necessidade,% do PIB, 2000-14
Fonte: banco de dados do FMI World Economic Outlook, abril de 2015.
Nota: os técnicos do FMI estima para 2014.

Figura 6: Não petróleo saldo fiscal primário,% do PIB, 1999-2014
Fonte: FMI (2015c).


4. Renacionalização deriva

Ondas subsequentes de renacionalização, aumentou a parcela da economia russa de propriedade do Estado, especialmente em finanças, o setor da indústria militar-industrial e pesada, transportes, comunicações e outros setores considerados "estrategicamente importante".
Como resultado, mais de 80 por cento das ações das dez maiores empresas russas pertenciam ao Estado e os três maiores bancos estatais foram responsáveis por quase 60 por cento dos ativos bancários totais no final de 2013 (FMI, 2014, pp30-33).

No final de 2012, principais doze sociedades anónimas abertas controladas pelo Estado negociadas na Bolsa de Valores de Moscovo incluído (percentagem de ações pertencentes direta ou indiretamente para o estado entre parênteses): Gazprom (50,1 por cento), Rosneft (75,2 por cento) , Sberbank (50,1 por cento), VTB Bank (75,5 por cento), o Grid Company Federal Sistema Energético Unificado (83,2 por cento), RusHydro (60,5 por cento), Transneft (78,1 por cento), Rede de Distribuição Inter-Regional Empresas Holding (63,7 por cento), Mosenergo (85,0 por cento), Aeroflot (51,2 por cento), United Aircraft Corporation (93,4 por cento) e RAO Energy System of East (65,6 por cento) (OECD, 2013, Tabela 1, p19).

Assim como as empresas listadas, a propriedade pública na Rússia inclui as chamadas empresas unitárias nos níveis federais, regionais e municipais e empresas estatais (Sprenger, 2010).
Empresas estatais unitárias incluem Rosoboronexport (exportação de armas), Post de Rússia e Rosspirtprom (produção de álcool).
O grupo de empresas estatais inclui, entre outros, Vnesheconombank, Rosnano (nanotecnologias), Rostekhnologii (indústria de defesa) e Rosatom (energia nuclear).

As empresas estatais são menos eficientes, menos dinâmicas, não transparentes, excessivamente politizadas e favorecidas pelo governo nas suas actividades de regulação e de adjudicação de contratos.
O monopolista de gás natural Gazprom poderia ser o melhor exemplo das consequências negativas do controle do governo.
Sua produção de gás em volume físico estagnou desde a sua formação no início de 1990, enquanto o seu modelo de negócios manteve-se altamente opaco e que muitas vezes serve objectivos de política externa da Rússia, em vez de uma estratégia de negócio puramente com o objectivo de maximização do lucro (ver Aslund, 2012) .

Várias empresas cotadas detidas pelo Estado eram para ser privatizadas, total ou parcialmente, de acordo com o plano de privatização 2012-13 (FMI, 2014, p30).
No entanto, o plano de privatização subsequente de 2014-16 estabeleceu metas menos ambiciosas.
E mesmo aqueles planos limitados não são implementados na prática.


5. Pobre clima de negócios e investimentos

Como resultado das reformas económicas incompletas na década de 1990 e, em seguida, sua reversão parcial, a Rússia não é um país amigável para negócios, nacional ou estrangeira.
Isto é confirmado por vários rankings internacionais.
No Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional de 2014, a Rússia ocupa o 136 lugar entre 175 países.
O 2014 Heritage Foundation Índice de Liberdade Econômica coloca a Rússia em 140 entre 178 países.
Com uma pontuação de 51,9 no ranking da Heritage Foundation, a Rússia pertence à categoria das economias dos principalmente não-livres '.
Durante vários anos, essas pontuações pobres têm permanecido inalteradas ou mesmo ter-se deteriorado.

O Banco Mundial Doing Business oferece um levantamento imagem mais diferenciada.
Em 2013-14, a Rússia registou alguns progressos em suas pontuações e classificação (movendo-se até 62 de 189 países pesquisados [2]), principalmente por conta de melhorias na execução do contrato, registro de propriedades e empresas start-up (simplificação dos procedimentos de registo ).
No entanto, de acordo com a mesma pesquisa, as empresas russas continuam a enfrentar sérios obstáculos em 'Obtenção de alvarás de construção "(nº 156),' Negociação através das fronteiras" (como 155), 'Obtendo eletricidade "(classificado 143) e" proteger investidores minoritários '(classificado 100).

Da mesma forma a 2014-15 Índice de Competitividade Global (GCI) do Fórum Econômico Mundial coloca a Rússia no meio do ranking de resumo (classificado 53 de 144 países com uma pontuação de 4.4 de máximo 7), com alguma melhora nos últimos quatro anos.
No entanto, as tarifas Rússia ruim sob a "instituições" O primeiro pilar GCI, especialmente em relação a direitos de propriedade, a proteção da propriedade intelectual, desvio de fundos públicos, pagamentos irregulares e subornos, a independência judicial, o ônus da regulamentação governamental, a eficiência do quadro jurídico na resolução de litígios, os custos das empresas de terrorismo, o crime organizado, a confiabilidade dos serviços de polícia, força de auditoria e normas de informação, e proteção de acionistas minoritários.
Há também sérios problemas com a eficiência dos mercados de bens, ou seja, a concorrência (sexto pilar do GCI) e qualidade da infra-estrutura, especialmente estradas (segundo pilar).

Figura 7: Rússia, o investimento total, a poupança nacional bruta e saldo em conta corrente, por cento do PIB, 2000-14
Fonte: banco de dados do FMI World Economic Outlook, abril de 2015.
Nota: os técnicos do FMI estima para 2014.

 Dada esta evidência de má governação e ambiente de negócios, não é de surpreender que a Rússia é um exportador líquido de capital (ver Figura 7), ou seja, uma parte substancial das suas poupanças internas brutas não é investido dentro do país, mas é antes investido no exterior (incluindo oficial reservas).
Aliás, isso mostra que um superávit em conta corrente nem sempre reflete a política econômica saudável e um ambiente de negócios amigável.

Quando olhamos para os dados de investimentos da Rússia (Figura 8), torna-se claro que:
i) o crescimento do investimento pós-2008-09 foi mais lento do que o crescimento no período pré-crise, e
ii) a sua estagnação (em 2013) e de declínio (em 2014) sinalizou iminente recessão.

Figura 8: O investimento em capital fixo, termos reais, variação percentual anual, 2000-14
Fonte: Bruegel com base no Instituto Gaidar de Política Económica, Moscovo, http://bru.gl/1VWqIsK.
Nota: Os dados para 2014 - estimativa preliminar.


6. Os choques adicionais de 2014

No topo das raízes sistémicos da desaceleração que tem sido visível desde a crise financeira global de 2008-09, em 2014 a economia russa foi atingida por dois choques adicionais:
i) sanções internacionais em resposta à anexação da Criméia e interferência militar na Donbass (Ucrânia), seguido pelas contra-sanções comerciais russas;
ii) um declínio acentuado nos preços internacionais do petróleo e de outras mercadorias.
Embora esses fatores tiveram origens diferentes (o primeiro resultado de escolhas geopolítica da Rússia, o segundo de desaceleração do crescimento nas economias de mercados emergentes e reequilíbrio do mercado global de mercadorias), ambos levaram a uma intensificação da saída de capital e profunda desvalorização do rublo (ver Dabrowski, 2015).

A fuga de capitais demonstra a vulnerabilidade do modelo de negócios russo dominante: as grandes empresas preferem manter os seus lucros e ativos no exterior (via estruturas de negócios afiliadas), enquanto o financiamento das suas actividades actuais com empréstimos estrangeiros (ver Rogov, 2014).
A falta de confiança no governo e insegurança dos direitos de propriedade são as principais razões para tais práticas.

No contexto específico de 2014, a fuga maciça de capitais de residentes e não residentes refletiu uma maior deterioração do clima de negócios, o que resultou, entre outros fatores, de controles governamentais mais rígidos sobre a mídia, o sistema judicial, a sociedade civil e a actividade das empresas, além de novas restrições sobre os investidores estrangeiros.
O impacto foi agravado pelo nacionalismo e anti-ocidental deriva na política interna e externa da Rússia.
As sanções EUA e da UE reduziu substancialmente a possibilidade de financiamento externo para as grandes empresas russas e bancos.
As contra-sanções russas alvejou produtos alimentares provenientes da UE e outros países ocidentais, e os mercados de consumo atingidos e as empresas russas dependente da importação.

Figura 9: mensal exportações, importações e balança comercial da Rússia, $ milhões, 2012-15
Fontes: Bruegel com base em Rosstat, http://cbsd.gks.ru/#, os dados da balança de pagamentos.

Um golpe adicional para as importações (ver Figura 9) veio da desvalorização do rublo.
No geral, depreciação levou a uma forte contracção da procura interna, que transformaram a desaceleração do crescimento observado previamente em uma recessão.

A queda do preço do petróleo revelou outra vulnerabilidade estrutural da economia russa.
Embora longe de ser uma monocultura de hidrocarbonetos, como os países do Golfo, Azerbaijão ou na Argélia, em 2008-14 exportações de petróleo oscilou entre partes de 50 e 55 por cento do total das exportações da Rússia [3], e alguns 25-28 por cento do PIB a preços correntes .
A receita relacionada com o petróleo foi responsável por 11,4 por cento do PIB e mais de metade da receita governo federal em 2014 [4].
Se acrescentarmos gás natural (cerca de 13 por cento do total das exportações em 2013) e metais ferrosos e não-ferrosos, há uma imagem clara da dependência das mercadorias profundo alcance na Rússia.


7. Perspectivas incertas

Os dados macroeconómicos para os primeiros cinco a sete meses de 2015 nem sempre é suficiente para fazer um julgamento firme sobre a posição atual da economia russa e suas perspectivas de curto prazo.
Além disso, muito pouco tempo se passou desde o grande choque desvalorização de Dezembro de 2014 e Janeiro de 2015 a ser capaz de avaliar com confiança como a economia vai se adaptar ao novo ambiente macroeconômico.

Em particular, a partir das estatísticas do PIB para o primeiro semestre de 2015, é difícil prever se a tendência de queda já atingiu o seu fundo ou se ele vai continuar, e por quanto tempo.
De acordo com o FMI World Economic Outlook julho 2015 atualização, o PIB da Rússia deverá diminuir em 3,4 por cento ao longo de toda a 2015, e um aumento de 0,2 por cento em 2016.
Esta seria uma melhoria significativa em comparação com a previsão anterior, mais pessimista WEO publicado em Abril de 2015 (FMI, 2015a), que previa uma diminuição de 3,8 por cento em 2015 e 1,1 por cento em 2016.
O pressuposto é que a recessão não deve aprofundar ainda mais.
No entanto, as expectativas dentro da Rússia que a depreciação do rublo pode levar ao rápido crescimento não-petrolífero da produção industrial e agrícola, como aconteceu em 1999, até agora não se materializou.
Uma espécie de estagnação no nível de pós-recessão parece ser o cenário mais plausível.


8. A gestão da crise
Estabilização das contas externas

Após os acontecimentos dramáticos de 2014 e início de 2015 (ver Dabrowski, 2015), a situação da Rússia da sua balança de pagamentos estabilizou.
Enquanto as exportações em dólares correntes têm contratado (o efeito da queda do petróleo e de outras mercadorias), comércio e saldos em conta corrente permaneceram positivos, devido às importações em declínio (Figura 9).
Vale a pena notar que as exportações russas de petróleo e produtos de petróleo bruto continuou crescendo em volumes físicos durante os primeiros cinco meses de 2015, comparado ao mesmo período em 2014.

Tabela 1: Rússia: os fluxos de capitais privados líquidos, em $ bilhões, 2012-15
Notas: a - estimativa; assinar "-" significa entrada líquida.


Tabela 2: dívida externa da Rússia, $ milhões, 2013-15


Saídas de capital continuaram, embora a um ritmo menos dramático do que em 2014 (ver Quadro 1).
A dívida externa em dólares dos EUA diminuiu em relação ao início de 2014 por quase um quarto (ver Tabela 2), mas tem aumentado em termos do rublo, por causa da desvalorização do rublo.
A maior parte deste declínio tem vindo dos setores de russos bancários e comerciais, que reduziram suas exposições externas (em parte por causa das sanções e da incapacidade resultante para rolar suas dívidas).

Figura 10: reservas internacionais da Rússia em $ bilhões, 2013-19
Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1NLB9eg.

Um pouco de descanso para a balança de pagamentos também veio de remessas externas inferiores.
No primeiro semestre de 2015, estes diminuíram em cerca de metade em comparação com o mesmo período em 2014 [5] como a conseqüência da recessão e da depreciação do rublo.

Além disso, a introdução de mais um regime de taxa de câmbio flexível permitiu que o CBR para minimizar a intervenção no mercado de câmbio doméstico, que era a principal fonte de perdas de reservas oficiais em 2014.
As mais recentes de vendas no momento da escrita teve lugar em Janeiro de 2015.
Entre maio e julho de 2015, a CBR adquiriu mais de $ 10 bilhões [6].
No geral, RBC reservas cambiais (sem ouro) parou em declínio e estabilizou a um nível acima de $ 300.000.000.000 (Figura 10).

Taxa de câmbio e inflação

Depois de dramática desvalorização entre dezembro de 2014 e fevereiro 2015, o rublo parcialmente recuperado, atingindo o seu valor no início novembro 2014 em meados de maio de 2015.
Em seguida, a tendência para a depreciação regressou (Figura 11).
Na segunda metade de Agosto de 2015, a taxa de câmbio enfraquecida novamente, retornando ao seu nível de Janeiro de 2015.
Sua flutuação resultou, em parte, a partir de mudanças de curto prazo nos preços do petróleo e a situação na Donbass (escalada ou seja temporária do conflito na segunda quinzena de agosto).
As compras do RBC de moeda estrangeira (ver acima) também são susceptíveis de ter afetado a taxa de câmbio nominal.

Figura 11: Russian taxa de câmbio do rublo em relação ao euro e ao dólar, 2013-15

Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1LRCEkw.

A depreciação do rublo tem tido um efeito de repasse sobre a inflação.
A Rússia nunca chegou a um realmente baixo nível de um dígito da inflação.
Seu nível mais baixo de sempre de 12 meses foi alcançado em Q1 2012 (ligeiramente abaixo de 4 por cento), mas desde então a inflação aumentou.
Ele ascendeu a 6,1 por cento em janeiro de 2014 e gradualmente acelerado para chegar a um nível de dois dígitos, em Dezembro de 2014 (Figura 12).
Nos primeiros oito meses de 2015, manteve-se entre 15 e 17 por cento.
Uma diminuição no índice de preços ao consumidor de 12 meses só será possível depois de março 2016, quando os efeitos estatísticos da elevada inflação mensal entre dezembro de 2014 e fevereiro 2015 será deixado para trás.
No entanto, isso só será possível se a taxa de câmbio parar a  depreciação.

Figura 12: A inflação anual, em fim de período, em percentagem, 2014-15

Fonte: CBR (2015), a Tabela 6, p61.

Inflação de dois dígitos significa cortes nos salários reais, os salários e outras fontes de renda para a população.
Na verdade, os níveis de renda real já caíram 1 por cento em 2014.
Por causa de cortes no orçamento (ver a próxima seção), salários públicos e salários, pensões e outras prestações sociais não serão totalmente indexadas à inflação, pelo menos em 2015-16.
No entanto, o desemprego continua a permanecer em um nível baixo de entre 5 e 6 por cento da força de trabalho ativa.

Desafios fiscais

Sem qualquer dúvida, a situação fiscal coloca o desafio mais sério para a Rússia.
À primeira vista, a Rússia não tem motivos para se preocupar.
Durante os anos de boom do petróleo, acumulou grandes reservas sob a forma de dois fundos soberanos - o Fundo de Reserva (RF) e do Fundo Nacional de Riqueza (NWF) (Figuras 13-14).
Embora seriamente empobrecido durante a crise financeira global (especialmente a RF - veja a Figura 13), os fundos foram parcialmente reconstruído em 2012-13.
Mesmo depois de passar alguns desses recursos durante a atual (2014-15) crise, a sua dimensão continua a ser substancial - cada uma representando cerca de 6 por cento do PIB [7].

Figura 13: Fundo de Reserva, $ bilhões, 2008-15
Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1LRCGZI.

Ao mesmo tempo, a dívida bruta do governo geral da Rússia totalizaram apenas 17,8 por cento do PIB em 2014 (FMI, 2014b, Tabela 4, p36), um nível muito mais baixo do que a maioria das economias avançadas e emergentes.

No entanto, as sanções dos EUA e da UE tornam impossível para a Rússia a contrair empréstimos nos mercados internacionais.
Portanto, a Rússia só pode confiar em suas reservas fiscais acumuladas e endividamento interno para financiar os déficits fiscais.
Endividamento interno continuará a ser limitado por causa da profundidade insuficiente do mercado financeiro doméstico, a confiança limitada no rublo e fragilidade de parte do sector bancário.

De acordo com a previsão do FMI (FMI, 2015b, Tabela 4, p36), o déficit da Rússia administrações públicas será de 4,8 por cento do PIB em 2015, e o déficit do governo federal será de 3,5 por cento do PIB.
Praticamente toda a quebra de receitas será constituída a partir das fontes relacionadas com o petróleo: menos 2,9 pontos percentuais do PIB em relação a 2014 [8].
Além disso, a despesa das administrações públicas irá expandir por mais de um ponto percentual do PIB, principalmente por causa de um denominador encolhendo (PIB real).

Figura 14: Fundo Nacional Riqueza, $ bilhões, 2008-15
Fonte: Bruegel baseado em http://bru.gl/1LdwfmF.


Sem mais o ajuste fiscal do RF ficará empobrecido em 2017, e o NWF vai sofrer o mesmo destino um ou dois anos mais tarde.
Ministério das Finanças da Rússia tem por objetivo evitar isso e tem defendido graves cortes de despesas no orçamento de 2016 [9].
Eles podem envolver, entre outras opções, indexação limitada dos salários da função pública e dos salários, pensões e benefícios sociais; racionalização do emprego na administração pública e setor público de saúde; restringir a lista de serviços e procedimentos financiados a partir de fontes públicas de saúde; cortes para programas espaciais; e mais cortes em projectos de investimento público, incluindo os relacionados à Copa do Mundo de 2018 Futebol.
As despesas militares será menos afetada, embora seja provável que elas não vai aumentar ainda mais em termos nominais.

Além de cortes de despesas de curto prazo, existem também as discussões sobre o aumento da idade legal de reforma e real (uma das mais baixas da Europa), o corte de privilégios de pensões relacionadas com os sectores e profissões individuais, e limitando a possibilidade de combinar o estatuto de pensionista com emprego contínuo .
Economicamente, estas são as soluções certas (especialmente quando se considera as tendências demográficas desfavoráveis), mas enfrentam resistência política, tanto dentro do governo e na Duma (a câmara baixa do parlamento russo).

Cortar os subsídios à energia diretos e indiretos e retornando a privatização poderia oferecer suporte adicional para o orçamento, mas não estão actualmente a ser debatidas estas medidas.


9. Como retomar o crescimento econômico?

Mesmo que a economia russa já atingiu o seu ponto mais baixo, uma questão mais fundamental de como retornar para o crescimento económico sustentável a uma taxa razoável permanece em aberto.
No curto prazo, muito vai depender dos preços do petróleo e da capacidade política para resolver o conflito ucraniano.
Os preços do petróleo mais elevados, por exemplo, US $ 60-70 por barril e uma flexibilização do regime de sanções poderia proporcionar economia e orçamento da Rússia com um certo alívio e poderia aliviar um pouco a percepção amplamente negativa do clima de negócios.
Além disso, a continuação de políticas monetárias e fiscais conservadoras pode ajudar a prevenir novos episódios de turbulência macroeconômica do tipo observado no final de 2014 e no início de 2015 (ver Dabrowski, 2015).
Isso também seria importante para a estabilização do produto e potencial recuperação.

No termo médio-longo no entanto, a Rússia deve abordar as suas desvantagens estruturais e institucionais fundamentais: o elevado grau de dependência do petróleo e de mercadorias, e os negócios não amigável e clima de investimento, sustentada por uma má governação.

Em comparação com muitos outros os produtores de mercadorias, a Rússia tem uma maior chance de diversificar a sua economia, principalmente por causa de seu excelente capital humano.
Depreciação do rublo torna esta tarefa mais fácil.
Se tal diversificação se materializará depende, no entanto, na melhoria do clima empresarial e de investimento e parar a deriva autoritária na política interna e confronto geopolítico com o Ocidente e os vizinhos da Rússia.

Referências

Aslund A. (2012) "Por que a Gazprom se assemelha a um Crime Syndicate ', The Moscow Times, 28 de fevereiro de http://www.themoscowtimes.com/opinion/article/why-gazprom-resembles-a-crime-syndicate/453762. html

CBR (2015) 'Doklad o denezhno-kreditnoi politike (Relatório sobre a política monetária, de crédito) ", No. 3, Banco Central da Rússia, Setembro, 

Dabrowski M. (2015) "Não é só a Rússia: crise de moeda na Comunidade de Estados Independentes, Política de Contribuição 2015/01, Bruegel, /download/parent/869-its-not-just-russia-currency-crisis-in-the-commonwealth-of-independent-states/file/1782-its-not-just-russia-currency-crisis-in-the-commonwealth-of-independent-states/

Dabrowski M. (ed), V. Mau, K. Yanovskiy, I. Sinitsina, R. Antczak, S. Zhavoronkov e A. Shapovalov (2004) 'Rússia: Determinantes políticos e institucionais das reformas económicas ", relatos de casos, No. 56,

FMI (2014) "Federação Russa: 2014 Consulta do Artigo IV-Staff Relatório; Anexo informativa; Press Release ", Relatório do FMI No. 14/175, Fundo Monetário Internacional, Washington DC, http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2014/cr14175.pdf

FMI (2015a) World Economic Outlook: Uma atualização das projeções chave WEO, Fundo Monetário Internacional, Washington DC, 

FMI (2015b) "Federação Russa: 2015 Consulta do Artigo IV-Press Release; e Staff Report ', Relatório do FMI No. 15/211, Fundo Monetário Internacional, Washington DC, http://www.imf.org/external/pubs/ft/scr/2015/cr15211.pdf

FMI (2015c) "Federação Russa: Questões específicas ', Relatório do FMI No. 15/212, Fundo Monetário Internacional, Washington DC,

OCDE (2013) «Rússia: Modernizar a economia ', série melhor política, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, Paris, http://www.oecd.org/russia/Russia-Modernising-the-Economy-EN.pdf

Rogov K. (2014) "Quais serão as consequências da crise moeda russa?" Conselho Europeu de Relações Exteriores, comentário, 23 de dezembro 

Sprenger C (2010) "propriedade do Estado na economia russa: sua magnitude, estrutura e governança problemas", O Jornal do Instituto de Empresa Pública 33 (1-2), 


[2] Em parte, isso pode ser atribuído a mudanças na metodologia da pesquisa Fazendo Negócios.

[3] Ver IMF (2014) Tabela 3, p37; FMI (2015) Tabela 2, p34.

[4] FMI (2015) Tabela 4, p36.



[7] No entanto, os ativos da NWF são, em parte ilíquida; eles foram investidos em vários projetos domésticos.

[8] A queda do preço do petróleo em termos de dólares foi parcialmente compensada pela depreciação do rublo.