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sábado, 14 de novembro de 2015

Os Estados Unidos e a União Europeia armaram os terroristas no Iraque e na Síria e criaram o Estado Islâmico

2015/01/14 | Fonte de Informações:
Pravda.ru



Perante o avanço do exército do Estado Islâmico, os EUA e os seus aliados da UE tentam destruir com bombardeamentos indiscriminados a sua própria criação, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro difícil de matar. 
Nenhuma guerra pode ser ganha apenas com bombardeamentos. 
E quem paga o preço são, mais uma vez, os martirizados povos do Médio-Oriente, de novo e sempre vítimas da criminosa acção do imperialismo.

O objectivo inicial era acabar com o governo democrático da Síria, mas para os aprendizes de feiticeiro foi uma má jogada.

Tribunal Dignidade, Soberania, Paz contra a Guerra/Comité Independência e Soberania para a América Latina

A ingerência dos Estados Unidos e da União Europeia no Médio Oriente para destruir o Iraque e derrubar o governo constitucional de Bashar al Assad da Síria, e o apoio económico e militar que incluiu o fornecimento de armas nucleares a Israel foram determinantes para o aparecimento do ISIS-EIIL (Estado Islâmico do Iraque) que inicialmente era constituído por grupos terroristas armados, financiados e treinados pela CIA e outras agências de inteligência da União Europeia, e constitui agora um exército que semeia o terror em nome do Estado Islâmico que pretende organizar um califado ao estilo medieval mas com armas de tecnologia de ponta entregues pelo império e seus aliados europeus.

Perante o avanço do exército do Estado Islâmico os Estados Unidos e os seus aliados da União Europeia, entre assustados e assombrados, tentam destruir a sua própria criação com bombardeamentos indiscriminados, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro difícil de matar. 
Há analistas e especialistas no Médio Oriente que afirmam que nem em trinta anos poderão derrotar o ISIS-EIL e que poderá tornar-se no segundo Vietname para o império e seus sequazes.

O EIL transformou-se em Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS pelas suas siglas em inglês) quando, com o apoio e patrocínio dos Estados Unidos e seus cúmplices europeus iniciou e alargou as suas acções terroristas na Síria, para derrubar o presidente Bashar al-Assad. 
Os mortos sírios contam-se aos milhares como obra desses terroristas fanáticos, dogmáticos e totalmente fundamentalistas.

O objectivo imediato desses terroristas que contam agora com um exército superior a 18 000 soldados, com reforços provenientes do Reino Unido, de outros países da Europa e dos Estados Unidos, é a autoproclamação do califado mundial que quer ser chamado Estado Islâmico e ser reconhecido a nível internacional.

É precisamente para negar a existência de um Estado Islâmico que Washington e outros países e especialistas se referem aos jihadistas como ISIS e não como Estado Islâmico.

O grupo jihadista ISIS que está a espalhar o seu terror pela Síria e Iraque modificou o seu nome e em meados do mês de Julho proclamou o seu califado. 
Deixou de chamar-se Estado Islâmico no Iraque e no Levante para se autodenominar Estado Islâmico. 
O que significa o seu nome? 
Tem conotações distintas o uso de um e outro?

A história do grupo remonta a 2002 quando o jordano Abu Musab al Zarqaw, com o nome de Tawhid waal-Jihad, que jurou lealdade a Osama bin Laden no que um ano depois se tornou um ramo no Iraque da Al-Qaeda. 
Com a morte de Abu Musab al Zaraw em 2006 a Al-Qaeda criou o Estado Islâmico do Iraque, que se fundiu com as milícias do Iraque e Síria, criando o actual Estado Islâmico e do Levante. 
Adquiriu nesse momento o nome de EII.

Em 2013, com esse nome e ainda como uma marca da Al-Qaeda, estende os seus tentáculos pela Síria. 
O EIL transforma-se noutro dos grupos rebeldes que luta contra o regime de Bashar al Assad, com o apoio da Frente Al Nusra, o ramo da Al Qaeda na Síria, O seu líder, o inimigo número um dos Estados Unidos, AbuBakr al Baghadi ordena que o grupo terrorista comece a denominar-se Estado Islâmico no Iraque e Levante (ISIL pelas suas siglas em Inglês).

O presidente Barack Obama explicou no passado 10 de Setembro a sua estratégia para acabar com o grupo terrorista. 
Refere-se sempre aos jihadistas por este acrónimo e não como Estado Islâmico, nome com que a organização quer ser conhecida.

A correspondente da CNN para Assuntos Globais, Elisa Labott, assegura que Washington não quer reconhecer os seus planos para um califado, o mesmo achando Halzam Amirah Fernandez, especialista no Mediterrâneo e Mundo Árabe do Real Instituto Elcano. 
«Não utilizo o nome de Estado Islâmico porque não é um estado e a maioria dos muçulmanos não os considera islâmicos» declarou à imprensa.

Por seu lado John Daniszewski, vice-presidente da Associated Press afirma que a inclusão do Levante no seu nome é a tradução mais exacta do nome do grupo e reflecte as suas aspirações de governar sobre uma ampla franja do Médio Oriente.

A diferença entre o ISIL e o ISIS refere-se à tradução árabe do nome. 
Segundo afirma a CNN, ISIS é uma tradução para o Inglês das siglas em árabe para Dawla al Islamiya fi al iraq wa al Sham, ou o Estado Islâmico no Iraque e al Sham. 
Dado que os planos da organização são fundar um califado que se estenda desde a Turquia por toda a Síria até ao Egipto e que inclua os territórios palestinos, Jordânia e Líbano, para muitos especialistas esta seria a opção mais correcta.

No passado mês de Julho o Estado Islâmico proclamou o califado nos territórios da Síria e Iraque sob o seu controle. 
A partir desse momento, pode ser reconhecido com esse nome. 
Embora seja o nome mais utilizado nos media e nas declarações políticas são cada vez os críticos e as vozes que se negam a chamar-lhe assim para não reconhecer o êxito do seu califado. 
Haizam Amirah assegura «que se o apresentarmos assim qualquer ataque ao Estado Islâmico pode ser apresentado como uma guerra contra o Islão e para eles isso é puro oxigénio»

Seja como for, qualquer que seja o nome dado, para além do nome o grupo jihadista é conhecido pelas suas práticas medievais, que incluem crucificações, decapitações e desmembramentos públicos com que chamou a atenção para o mundo inteiro.
Estados Unidos - Estado Islâmico

Noam Chomsky, renomado escritor e filósofo americano criticou a política norte-americana no Médio Oriente e relacionou o aparecimento do Estado Islâmico (EI) com a intervenção daquele país no Iraque.

Numa entrevista concedida a Truthout afirmou que o aparecimento do EI e a difusão geral do jihadismo radical é uma consequência bastante natural da pressão de Washington sobre a sociedade frágil do Iraque. 
«Creio que os Estados Unidos são um dos criadores fundamentais do EIL. 
As suas intervenções destruidoras no Médio Oriente e a guerra no Iraque foram as causas básicas do nascimento do EIIL» declarou Chomsky.

Mais adiante e aludindo ao acordo no passado mês de Agosto entre o regime de Israel e o Movimento de Resistência Islâmica Palestiniana (HAMAS) denunciou o incumprimento do regime usurpador, enquanto a parte palestiniana segundo o escritor norte-americano, o cumpriu.

Tendo em conta o apoio militar, económico, diplomático e ideológico de Washington ao regime de Telavive, acusou as autoridades israelitas de continuar as suas políticas expansionistas nos territórios ocupados, deixando os palestinianos em cantões desmembrados.»

Em referência à recente agressão israelita contra o povoado palestiniano da Faixa de Gaza durante a qual morreram mais de 2.160 pessoas, criticou o fornecimento de armas pelos Estados Unidos ao regime de Israel. 
«Num dado momento as armas israelitas pareciam estar no fim e os Estados unidos apoiaram amavelmente o regime de Israel com armas mais avançadas, o que lhe permitiu continuar a investida», declarou.

Peça-chave

Chomsky assegura estar de acordo com as declarações recentes do escritor e ex. agente da CIA Graham Fuller que acusou os Estados Unidos de serem um dos criadores-chave do grupo terrorista, como resultado da guerra contra o Iraque iniciada em 2003. 
«A situação é um desastre para os Estados Unidos, mas é um resultado natural da sua invasão», afirmou Chomsky.

«Uma das consequências graves da agressão norte-americana e inglesa foi a de inflamar os conflitos sectários que estão agora a destruir o Iraque, e que se estenderam por toda a região com consequências terríveis», acrescenta o académico.

Chomsky adverte que o fanatismo religioso não se propaga só nesses países do Médio Oriente mas também nos Estados Unidos, fenómeno do que em parte responsabiliza o Partido Republicano.

«Não há muitos países no mundo em que a grande maioria da população acredite que a mão de Deus guia a evolução e onde quase a metade pensa que o mundo foi criado há alguns milhares de anos», afirmou.

«E à medida que o Partido Republicano foi ficando cada vez mais ao serviço dos ricos e do poder das corporações, não pode agora apelar à opinião pública para apoiar as suas políticas reais, e vê-se obrigado a recorrer a estes sectores como uma base de votantes, dando-lhes uma influência substancial sobre a política,» denunciou Chomsky.

Por seu lado Leon Panetta, que foi chefe do Pentágono e da CIA, assegura que a guerra contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) será complexa e poderá durar 30 anos devido às decisões tomadas pelo presidente Barack Obama. 
Em declarações ao USA Today afirmou «Penso que estamos perante um tipo de guerra que poderá durar 30 anos e que poderia criar ameaças para a Líbia, Nigéria, Somália e Iémen».

Em concreto Panetta garante que Obama fracassou não pressionando o governo do Iraque para autorizar a permanência de um contingente de tropas norte-americanas no país depois da retirada das tropas em 2011, achando que isso criou um vazio na segurança.

O jornalista Murad Sezer da Reuters garantiu que os ataques aéreos dirigidos pelos Estados Unidos na Síria não conseguiram interromper o avanço do Estado Islâmico em Koban, pondo em dúvida a eficácia da estratégia ocidental utilizada para acabar com o movimento jihadista.

Praticamente depois de o Pentágono ter alargado a sua campanha aérea do Iraque até à Síria para combater os activistas do Estado Islâmico os milicianos curdos afirmam que esses bombardeamentos tiveram um impacto mínimo para fazer retroceder posições a esse movimento jihadista, informou The Guardian.

«Não basta realizar ataques aéreos de forma isolada para derrotar o Estado Islâmico, em Koban» afirma Idris Nassan porta-voz dos combatentes curdos. 
Estão a atacar a cidade em três frentes e os aviões de combate simplesmente não podem abater todos os activistas do Estado Islâmico no terreno.

Mesmo assim Nassan adverte que o Estado Islâmico adaptou as suas próprias tácticas militares para escapar a esses ataques aéreos, dispersando-se e escondendo-se ao ver os aviões de combate. 
Na prática os milicianos curdos são os que têm defendido a cidade de Koban. 
Há denúncias de que os jihadistas do EIL capturaram, torturaram, violaram e assassinaram milicianas curdas que defendiam a cidade.

Nesse sentido o reconhecimento de que os bombardeamentos aéreos não são suficientes para combater o rumo da situação desestabiliza os membros da coligação liderada pelos Estados Unidos, incluindo o Governo do Reino Unido, que também apoia a ideia de que a guerra aérea é a melhor opção na luta contra o Estado Islâmico.

Apesar das vozes que insistem que a estratégia actual não é a adequada para vencer os jihadistas, Nick Clegg, o vice primeiro-ministro britânico, afirma que não acredita que a solução resida no aumento das forças armadas terrestres como se se tratasse de uma luta convencional de «estado contra estado».

Pela sua parte o primeiro-ministro David Cameron não se quer pronunciar sobre os bombardeamentos aéreos na Síria até os liberas democratas e trabalhistas estarem de acordo.

Sem dúvida a situação no Iraque, na Síria, nos Estados árabes que fazem parte da coligação e na Turquia é sumamente complexa tanto pelos interesses geopolíticos e económicos das grandes potencias, a corrupção de muitos estados árabes que se tem prestado ao jogo do império e seus aliados como pelos sentimentos religiosos fanatizados dos combatentes jihadistas.

Há analistas que criticam acidamente os Estados Unidos ao afirmar que não poderão derrotar o Estado Islâmico se até agora não foram capazes de vencer a Al-Qaeda que é outra criatura gerada pelo Império e pela CIA. 
O Estado Islâmico é uma criatura mais monstruosa e mais radical e perguntam: «Trata-se por acaso de preservar a unidade do Iraque? 
Ignacio Ramonet numa análise efectuada no Le Monde Diplomatique e imediatamente difundida por cubadebate, pergunta: «Mas então por que começar a ofensiva actual armando maciçamente os peshmergas curdos que anunciam publicamente a sua intenção de separar-se e proclamar a independência do Curdistão iraquiano? 
Ou talvez se trate, como se pretendeu em 2003, de estabelecer uma democracia autêntica no Iraque. 
Mas então porque se tolerou até há pouco tempo que Nuri Al Maliki primeiro-ministro iraquiano de 2008 a 2014, fizesse uma política escandalosamente discriminatória a favor dos xiitas contra os sunitas, empurrando estes para os braços do Estado Islâmico?»

Por outro lado, afirmou, «a grande coligação, constituída em volta dos Estados Unidos para atacar o EI, que supera os quarenta países, parece demasiado heterogénea e até contraditória. 
Por exemplo um dos seus pilares, a Arábia Saudita, é uma das piores ditaduras do mundo, com milhares de presos políticos nas suas masmorras, com pena de morte para os homossexuais, discriminações aberrantes contra as mulheres, com uma concepção do Islão (o wanabismo) do mais retrógrado e mais integrista que existe, é sobretudo um país que financiou durante anos o estado islâmico, antes de descobrir como o Dr. Frankenstein que a sua criação lhe fugiu das mãos. 
O Qatar outra espantosa ditadura que financia os Irmãos Muçulmanos em todo o mundo islâmico... 
Não há uma contradição em querer fazer a guerra aos terroristas dos EI aliando-se a países que financiam abertamente outro terrorismo islâmico?»

Modifica-se a estratégia global

É óbvio que a decisão do presidente Obama de começar uma nova guerra no Próximo Oriente modifica muito a estratégia global dos Estados Unidos em matéria de conflitos e de prioridades geopolíticas. 
Washington tinha decidido iniciar um movimento amplo de um novo avanço para a Ásia, onde se encontra o seu principal opositor para o Século XXI, a China e onde está hoje (e amanhã muito mais) o centro económico do mundo. 
Segundo os grandes cérebros norte-americanos a Europa já não precisa (apesar da situação no leste da Ucrânia) de uma presença militar norte-americana forte.

E embora os enredos do Próximo Oriente vão continuar a ser inextricáveis, já não põem em perigo a segurança estratégica dos Estados Unidos, já que graças ao petróleo e ao gás xisto descobertos em território norte-americano a dependência dos hidrocarbonetos do Próximo Oriente deixou de ser significativa.

A dupla moral do Império no Médio Oriente foi demonstrada numa reportagem difundida pela Reuters quando afirma «enquanto o Estado Islâmico consolida as suas posições na cidade de Koban, uma fonte na chancelaria dos Estados Unidos revela como os americanos mantêm o diálogo com a elite política curda na Síria e apoiam os seus opositores.

O portal da revista Foreign Policy informa que há anos Washington mantinha conversações indirectas com o Partido curdo da União democrática Síria (PYD), embora sempre o tenha negado. 
Como se descobriu, os Estados Unidos dialogavam com a força política curda e quase ao mesmo tempo tratavam de garantir aos seus rivais ou seja à milícia curda do Conselho Nacional curdo (KNC das siglas em Inglês) e reconciliá-los com a oposição armada do Exercito Sírio Livre, o governo de Bashar al Assad. 
Embora Washington tenha recusado os pedidos do PYD para realizar encontros formais, os Estados Unidos iniciaram conversações indirectas com o grupo em 2012, segundo reconheceu ao Foreign Policy, o embaixador norte-americano na Síria, Robert Ford.

Segundo duas fontes curdas conhecedoras das reuniões, as conversações até poderiam estar a realizar-se desde que Ford abandonou a Síria em 2011. 
As reuniões realizaram-se através da Embaixada dos Estados Unidos em Paris, de acordo com as fontes citadas. 
Tanto Ford como os curdos se negaram a identificar o intermediário dessas reuniões.

Aproximadamente na mesma altura Washington tratou de dar poderes à coligação rebelde no Conselho Nacional curdo, que também coopera com a oposição síria apoiada pelo Ocidente.

Em Maio de 2012, uma delegação do KNC, liderada pelo seu então presidente Abdul Hakim Bashar, visitou Washington e reuniu-se com Ford, com o secretário adjunto para os Assuntos de Próximo Oriente, Jeffrey Feltman e o enviado dos Estados Unidos à oposição síria, Frederic Hof.

A prioridade para os americanos era introduzir o KNC na oposição síria no exílio, na época dirigida pelo Conselho Nacional Sírio (CNS). 
Ford e Hof instaram o KNC a concentrar-se e superar as diferenças do grupo com o CNS e a concentrar-se na eliminação de Assad, como o objectivo mais urgente, segundo um documento do Departamento de Estado elaborado após uma das reuniões e obtido pelo Foreign Policy.

Por outro lado, Vladimir Astapovich, em RIA Novosti, informava que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia Serguei Lavrov achava que é evidente que nem o Estado Islâmico, nem a Frente Al Nusra, nem a Al Qaeda poderiam fazer o que fazem sem apoio do exterior. 
Acrescentava que a Rússia e os seus aliados no Conselho de Segurança da ONU procuram o meio de cortar os canais de financiamento a grupos terroristas como o Estado Islâmico, a Al Qaeda e a Frente Al Nusra.

Ignacio Ramonet informava «No passado 11 de Setembro - data mais que simbólica - o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama dirigiu-se à nação para anunciar a sua nova estratégia militar contra o Estado Islâmico (EI) que segundo ele, representa uma ameaça para todo o Médio Oriente». 
Obama garantiu que as forças norte americanas atacariam o EI «esteja onde estiver» mesmo na Síria. 
Esta nova estratégia passa pelo lançamento de ataques aéreos «sistemáticos» contra os jihadistas e o aumento do número de especialistas militares norte americanos enviados para o Iraque para apoiar as tropas iraquianas em assuntos de treino militar, espionagem e equipamento.

Obama acrescentou que o exército americano não participaria em ofensivas terrestres contra o EI e que Washington não tem intenção de lutar contra os jihadistas «a sós». 
A força norte-americana - explicou - pode marcar uma diferença decisiva, mas não podemos fazer pelos iraquianos o que eles têm que fazer por si mesmos, como também não podemos ocupar o posto dos aliados árabes para garantir a segurança da região.

Barack Obama, que foi eleito em 2008 como crítico da invasão do Iraque em 2003 ordenada pelo seu predecessor George W. Bush, assegurou que não estava novamente a enviar tropas para o terreno. 
E num exemplo típico de negação freudiana (die Verneigung) declarou: Como comandante em chefe, não permitirei que os Estados Unidos se vejam novamente envoltos numa guerra no Iraque. 
Ou seja, já começou a guerra no Iraque.

A primeira, mais conhecida como «Guerra do Golfo» (1990-1991) foi liderada pelo presidente dos Estados Unidos George Bush à frente de uma coligação de trinta e quatro países que se opuseram, com autorização da ONU, a uma invasão do Kuwait pelas forças iraquianas de Saddam Hussein. 
Acabou com a derrota do Iraque e a evacuação do Kuwait.
A segunda (2003-2010) foi desencadeada pelo presidente George W. Bush (filho do primeiro) numa atmosfera de paranóia que se seguiu aos atentados do 11 de Setembro de 2001 e sob o falso pretexto de que Saddam Hussein possuía «armas de destruição maciça». A ONU não autorizou essa guerra. 
As forças iraquianas foram derrotadas em poucas semanas, mas nunca se conseguiu a paz. 
O Iraque afundou num caos de violência de que não saiu ainda.

Como as duas precedentes e após vinte e cinco anos de luta, esta nova guerra não conseguiu o seu objectivo. 
Primeiro, porque nunca se ganhou uma guerra unicamente com bombardeamentos aéreos e segundo porque simplesmente os objectivos desta nova guerra não estão nada claros, afirma Ramonet.

A verdade é que os Estados Unidos e a Europa armaram o Estado Islâmico com o apoio da OTAN. 
A Rede Voltaire afirma: Países do Leste da Europa armaram o grupo jihadista Emirato Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL, ou Daesh, em árabe), com a aprovação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). 
Isto foi revelado pelo jornal norte-americano The World Tribune, citando uma fonte diplomática anónima.

A fonte acrescentou que o EIIL (conhecido hoje como Estado Islâmico) pediu mísseis antitanques, RPG, equipes de telecomunicações e fatos anti-bala aos países europeus como a Bulgária, Croácia, Roménia e Ucrânia.

Os serviços de espionagem da OTAN facilitaram a entrega desse armamento afirmando que era ajuda humanitária à Síria, assegurou a fonte, para sublinhar depois que a Turquia desempenhou um papel crucial no equipamento do EI. 
O diplomata garantiu que o EI começou a pedir armas e equipamento militar desde os princípios de 2013. 
Nesse sentido a Croácia proporcionou lança-foguetes e veículos blindados, enquanto a Roménia cedeu os tanques. 
A Ucrânia deu armamento para infantaria e a Bulgária as munições.

Devemos assinalar que as forças iraquianas revelaram que os elementos do Emirato Islâmico utilizam armamento israelita nas suas ofensivas dentro do território iraquiano.

Os jihadistas do EI, que têm o apoio de países ocidentais e regionais, perpetram diversos actos criminosos tanto na Síria como no Iraque, incluindo execuções sumárias e sequestros em massa. 
Tica Font e Pere Ortega, activistas e investigadores pela paz, membros do Centro Delas d'Etudis per la Pau garantem. 
Em meados de Agosto, numa reunião extraordinária e urgente os ministros de Negócios Estrangeiros da União Europeia concordaram em apoiar a entrega de armas aos peshmerga do governo autónomo curdo. 
O acordo não foi unânime, alguns ministros mostraram-se reticentes e outros como o do Reino Unido, a França, a Itália e em menor grau a Alemanha exigiam um acordo e tomada de posição forte. 
Por isso, os envios de armamento europeus não serão centralizados por Bruxelas nem requerem um acordo comum, cada país decidirá se fornece ou não material militar aos combatentes do governo autónomo curdo e deverá contar com o consentimento do governo iraquiano.

Actualmente os Estados Unidos anunciaram que a CIA está encarregada de mandar directamente armas aos peshmerga. 
A França anunciou que enviou armas e a Alemanha acaba de anunciar que vai faze-lo e pediu aos países do antigo Pacto de Varsóvia para mandarem munições aos curdos, já que o armamento que possuem tem origem soviética. 
O presidente da região autónoma do Curdistão iraquiano, Masud Barzani, afirmou que o Irão foi o primeiro país que lhes entregou armas.

Peshmerga significa «aqueles que enfrentam a morte» e refere-se aos combatentes curdos do Iraque e do Irão, não aos membros do PKK da Turquia. 
Os peshmerga iraquianos são compostos pelas unidades armadas do Partido Democrático do Curdistão (PDK) e a União Patriótica do Curdistão. 
De acordo com diversas fontes o número de peshmerga oscila entre 100 000 e 190 000 efectivos armados. 
Na década de 80 e 90 os peshmerga constituíam uma guerrilha que reivindicava um estado curdo e era fortemente combatida por Saddam Hussein pelas suas aspirações territoriais e independentistas, os peshmerga combateram contra o exército iraquiano durante a Guerra do Golfo e a invasão Ocidental de 2003.

Os peshmerga não fazem parte do exército iraquiano e são portanto brigadas armadas fora do controlo do governo do país, o qual não sufraga os seus salários nem as armas, que se pagam com as vendas do petróleo sob controlo curdo. 
O facto de no Iraque existir um exército e outras forças armadas fora do controlo do estado representa por um lado uma fonte de tensão interna relevante e por outro modernizar e armar brigadas poderá modificar o equilíbrio de forças na região, ao mesmo tempo que é necessário avaliar as repercussões que no futuro pode ter um grupo armado curdo sobre a reivindicação histórica dos curdos no Iraque, Irão, Síria e Turquia de ter um território e um Estado próprios.

O motivo para armar e formar militarmente estas brigadas é combater o Estado Islâmico (EI), mas há também que avaliar o futuro impacto desta decisão, a de armar e formar militarmente uns grupos cujo projecto político é o de construir um novo Estado, o Estado curdo.

Em termos de legalidade, como já se mencionou, o destinatário das armas não é o Estado do Iraque nem as suas forças armadas mas sim um dos corpos regionais não controlados pelo governo do país e portanto não de acordo com a legalidade. 
Por outro lado, a legislação espanhola expressa que se negaram exportações quando havia indícios racionais de que as armas podem ser utilizadas em acções que perturbem a paz, a estabilidade, ou a segurança no âmbito mundial ou regional ou possam exacerbar as tensões.

Definitivamente e como sempre, os interesses políticos imediatos antepõem-se ao bem comum e facilitam-se armas a forças ilegais. 
Neste momento, combater o EI, aliando-se para isso a inimigos históricos ou recentes sem levar a cabo avaliações sobre o impacto a longo prazo que as mesmas possam acarretar pode ser nefasto. 
Recordamos que no Afeganistão se apoiaram os talibãs enquanto estes lutavam contra a ex-URSS, no Iraque deu-se apoio a Saddam Hussein enquanto inimigo do Irão. 
Bashar Al Assad foi demonizado e combatido e agora compartilhamos a luta contra o EI. Num período recente vimos aliados que se convertem em inimigos e inimigos que se convertem em amigos, enquanto a população civil sofre as consequências deste jogo de alianças e partilha de poderes. 
Entretanto, as vítimas inocentes contam-se aos milhares e o mundo assiste a outra guerra imperial decretada pelos Estados Unidos e pelos seus amigos europeus.+

Tribunal Dignidade, Soberania, Paz contra a Guerra/Comité Independência e Soberania para a América Latina. Correio electrónico: tribunalpazecuador@yahoo.com

Tradução: Manuela Antunes

Iraque-Síria campo de batalha: agosto 2015

Análise 
31 DE AGOSTO DE 2015 | 00:00 GMT
Análise

Nota do Editor: Stratfor acompanha de perto as zonas de conflito a partir de uma perspectiva geopolítica. O que é, talvez, o conflito mais volátil hoje podem ser encontrados nos territórios do Iraque e Síria, que são controladas pelo Estado islâmico. Embora estas áreas são cartograficamente distintos, eles são funcionalmente ligadas: estruturas tribais sunitas, operações rebeldes da  curdos, interesses, influências externas e de soberania do Estado Islâmico uni-los como um único, teatro coerente.

O Estado Islâmico capitalizou o caos da guerra civil síria e a inadequação das forças de segurança iraquianas para assumir uma grande área do Médio Oriente. Depois de fazer alguns ganhos impressionantes, incluindo a tomada da cidade iraquiana de Mosul, o Estado Islâmico encontra-se agora em uma posição cada vez mais difícil, contra o qual um vasto leque de adversários estão alinhados. No entanto, o grupo é excepcionalmente resistentes e, como tal, continua a ser extremamente perigoso e imprevisível.

Além de examinar os combatentes dentro do campo de batalha Síria-Iraque, Stratfor também rastreia as maquinações políticas, negociações e metas fora do campo de batalha, incluindo no Irão, a Rússia, as monarquias do Golfo e os Estados Unidos. Pela primeira vez, em parcelas mensais atualizados rotineiramente Stratfor está cobrindo os ganhos, perdas e extensão da chamada califado do Estado islâmico.

31 de agosto

Síria

Rússia poderia estar em processo de expandir muito o seu envolvimento no conflito sírio, de acordo com fontes de notícias israelense Ynet fonte. Um relatório de 31 de agosto sugere que uma força expedicionária russa já chegou à Síria, montando acampamento em uma base aérea perto de Damasco legalista. Se a notificação é precisa, poderia ser uma indicação de que a Rússia vai jogar seu peso por trás da campanha aérea contra o Estado islâmico e as facções alinhadas pelos rebeldes no país. De acordo com Ynet, milhares de militares russos são esperados para chegar na Síria nas próximas semanas, incluindo conselheiros e instrutores militares, bem como logística e pessoal técnico. Além disso, os membros da divisão de proteção aérea são esperados, ao lado de pilotos que voarão um número desconhecido de aviões de caça e helicópteros de ataque.

É a avaliação da Stratfor que a Rússia está a aumentar progressivamente o seu apoio a Damasco. Esta assistência vai desde o fornecimento de material extra, armamento e equipamento para a maior partilha de informações sobre as posições rebeldes e disposições. Pilotos russos e mecânicos de aviões também têm uma longa história de servir nas forças aéreas estrangeiras em zonas de conflito, seja a pedido do governo ou como empreiteiros privados. A prova de que a Rússia está tomando um papel mais combativo já está emergindo. Stratfor identificou alto-falantes de língua russa em recente combate metragem obtido a partir de Síria, corroborando ainda mais a probabilidade de que tanto o pessoal militar russo ou empreiteiros segurança privadas de língua russa estão agora activamente envolvidas no conflito.

No entanto, Stratfor ainda tem que ver provas concretas de participação da Rússia expandiu no conflito sírio na escala sugerida por Ynet. Na verdade, os casos de relatórios falsos são comuns, especialmente onde o apoio russo direto está em causa. Relatórios anteriores de transferências MiG-31 interceptores para a Síria nunca tenha sido provada, levando a desmentidos russos subseqüentes.

Quando se trata de fornecer um apoio decisivo para a Síria, a Rússia está rasgada. Moscovo está tentando se posicionar como uma potência credível que podem negociar uma solução política para o conflito sírio, mas o Kremlin também está interessado em reforçar as forças do presidente sírio, Bashar al Assad. Se espera chegar a um acordo favorável, a Rússia deve garantir que as forças legalistas não sofrem perdas devastadoras: Um fraco Damasco tornaria mais difícil para a Rússia para chegar a um entendimento com os rebeldes e seus apoiadores que salvaguardar o interesse geral na Síria e o região. Assim, faz sentido para Moscovo para reforçar as defesas da Síria, mas um compromisso militar total é improvável. Tal intervenção no conflito pudesse prejudicar a posição da Rússia como um mediador forte, pôr em causa a objectividade geral de Moscovo. Independentemente disso, dada a volatilidade inerente ao conflito sírio, Stratfor vai assistir atentamente para quaisquer sinais de aumento da participação da Rússia no conflito.

Outras partes da Síria, os combatentes islâmicos que lutam os rebeldes sírios se aproximou mais do que nunca para o centro de Damasco. Batalhas de rua teria se alastrado no bairro do distrito de Asali Qadam sul da capital no fim de semana, matando pelo menos 15 combatentes como militantes Estado Islâmico apreendido pelo menos duas ruas. O distrito tinha sido relativamente calma desde que os rebeldes e as forças do governo chegaram a uma trégua localizada há um ano. Stratfor fontes indicam que Moscovo pode finalmente ter sido capaz de chegar a Damasco e a oposição rebeldes ao mainstream concordam amplamente em elementos de uma transição política do poder na Síria.

29 de agosto

Síria

Rússia a longo fornecido forças do presidente sírio, Bashar al Assad com a grande maioria de suas armas. Embora o Irão, desde então, substituída a Rússia como o principal armas de fornecedor para o governo sírio, os russos continuaram a enviar volumes substanciais de armas de pequeno calibre, munições, peças sobressalentes e materiais remodelados para pró-Damasco forças ao longo da guerra civil síria. Esta ajuda, juntamente com o apoio do Irão e outros aliados, tem sido vital na manutenção dos exércitos leais. E ao longo da última semana, houve indicações de que os russos estão a aumentar o seu apoio ao governo de al Assad.

Em 20 de agosto, o navio de desembarque de classe Alligator Nikolay Filchenkov da Frota russa do Mar Negro foi flagrado no Bósforo. No convés do navio de guerra anfíbio, e dentro do porão de carga, bem como, eram numerosos veículos militares e veículos blindados, quase certamente dirigindo-se para a costa síria. Na mesma semana, surgiu vídeos de BTR-82A veículos blindados em ação ao lado das Forças de Defesa Nacional da Síria Guarda Republicana e nas montanhas de Latakia. Marcações incomuns para equipamentos sírios. Rolamento, os veículos são recentes entregas prováveis provenientes da Rússia. Fotos recentes mostram mais equipamento russo recentemente chegou à Síria, incluindo GAZ Tigr veículos todo-terreno de mobilidade e UR-77 veículos de remoção de minas. Além disso, no topo de um recente aumento dos voos de carga militares russas para as duas províncias costeiras sírias de Tartus e Latakia, relatos de fontes próximas ao governo sírio indicam a Rússia está aumentando o seu programa de compartilhamento de inteligência com os sírios, incluindo o fornecimento de satélite imagens do campo de batalha.

O aumento da ajuda russa é um lembrete claro que os russos não estão abandonando o governo sírio. Pelo contrário, mesmo que Moscovo tenta mediar uma solução negociada para a crise síria que irá salvaguardar os seus interesses na região, continuará a exercer um esforço considerável para garantir que o governo sírio podem realizar seu próprio no campo de batalha. É pouco provável que esta ajuda só irá inverter o desfecho do conflito para favorecer as forças de al Assad, porque, embora generoso, nem preenche os requisitos de armas todos os "legalistas sírios nem resolve os seus problemas de mão de obra. Ainda assim, equipamento adicional da Rússia vai reforçar as forças à medida que tentam impedir maiores ganhos rebeldes nos seus territórios centrais.

No entanto, as origens dos fundos sejam utilizados para estas armas são um mistério. Rússia pode estar fornecendo o maior apoio, sem compensação financeira directa ou os iranianos podem ter financiado as últimas expedições russas. Irão é suspeito de estar por trás auxílio passado para legalistas sírias. É claro, porém, que o dinheiro não está vindo da própria Síria. O governo de Al Assad está em situação económica difícil e é provável incapaz de comprar mais armas por conta própria.

19 de agosto

Síria

Stratfor recebe uma visão de muitas fontes de todo o mundo, juntamente com os relatórios não estão disponíveis para consumo público. É importante ressalva de que muitos relatos não confirmados ou de natureza especulativa, embora eles fornecem contexto valioso. Interpretação de informações e compilação de vários pontos de dados para construir uma imagem é parte de análise de inteligência. Toda e qualquer informação é cuidadosamente filtrada antes de ser divulgada pela Stratfor, mas algumas dicas vale a pena compartilhar em seus próprios méritos, como esta conta da Síria, abaixo.

Rússia investe fortemente no conflito sírio e tem uma participação significativa na elaboração de qualquer paz duradoura. Stratfor fontes indicam que Moscovo pode ter finalmente sido capaz de chegar a Damasco e a oposição rebeldes ao mainstream concordam amplamente em elementos de uma transição política do poder na Síria. Rússia há muito tempo insistiu que presente o presidente sírio, Bashar al Assad deve permanecer no poder durante qualquer transição. Este é um ponto de discórdia para muitos dos grupos rebeldes, mas Moscovo parece ter sido capaz de negociar um meio termo. Como observado anteriormente Stratfor 07 de agosto:
  • Um turbilhão de reuniões está ocorrendo como partes interessadas no conflito sírio tentativa para elaborar um acordo de partilha de poder para substituir o governo do presidente sírio, Bashar al Assad. Rússia tem vindo a impulsionar a negociação, enquanto Omã atua como um mediador neutro veicular mensagens de e para Irão, Síria, Arábia Saudita, Turquia, Rússia e os Estados Unidos. Embora a atividade diplomática está pegando, ainda é um esforço fora divorciado da realidade do campo de batalha, onde os rebeldes sírios estão lutando contra o governo de al Assad em seus próprios termos.
Segundo relatos recebidos pela Stratfor, al Assad vai permanecer no poder durante a transição, então ceder suas responsabilidades políticas para Farouk al-Shara, que assumirá o papel de primeiro-ministro da Síria durante o período de transição. Em troca de permanecendo como uma figura politicamente neutralizado, al Assad terá que deixar ir a Síria  de Segurança Nacional Bureau chefe general Ali Mamlouk. A oposição, então, escolher um substituto para Mamlouk - uma pessoa que seja aceitável para al Assad. O papel do chefe do Exército seria concedido a uma Alawite não especificado e, além disso, o ministro da defesa portfólio iria para um ex-comandante de brigada da Guarda Republicana síria, Manaf Tlass, que desertou para o Ocidente em 2012. Stratfor teve recebido anteriormente palavra de fontes que Tlass, um sunita, cuja família tem uma aliança de longa data com o clã al Assad, estava se preparando para voltar a entrar na cena política depois de passar boa parte da guerra civil, em Paris.
  • Depois de uma deserção altamente divulgada em 2012, Tlass está em Paris, mantendo um perfil baixo e esperando o momento certo para inserir-se em negociações. A família Tlass tem uma longa história com a família al Assad: O pai de Manaf, Mustafa Tlass, ajudou a mobilizar forte apoio militar e sunita para al Assad quando ele assumiu o poder em 2000. Em 2012, observou-se que as duas famílias eram susceptíveis de atingir um acordo para permitir a família Tlass para deixar a Síria, e prevemos que Manaf Tlass acabaria por voltar a jogar um papel em um acordo de partilha de poder. Dado que Tlass é um sunita com um fundo militar que também tem mantido relações estreitas com a administração al Assad, não é de admirar que ele agora está sendo oferecida como supostamente um candidato adequado para o ministro da Defesa em um novo governo sírio.
Embora Stratfor não é capaz de confirmar a especificidade desse na mira, não há nada que é particularmente implausível. Farouk al-Shara é um dos candidatos mais aceitáveis para a oposição: Ele é muçulmano sunita, um nacionalista conhecido, e publicamente buscou uma solução negociada para a crise em vez de uma militar. Ele também tem fortes laços familiares com a província de Daraa dominada pelos rebeldes. Por outro lado, ele é fortemente leal ao governo al Assad e está profundamente enraizado no Partido Baath. Tlass satisfaz os critérios de ser um sunita, mas vai ser difícil para ele ganhar a confiança da rebelião sunita mais ampla, que o percebe como sendo demasiado perto das Assad al. Ele também será considerado como fora de contato com a realidade no terreno, depois de passar anos na Europa, em vez de se juntar à luta.

Como Stratfor observado anteriormente, qualquer acordo entre Moscovo e a Coligação Nacional da Síria é em grande parte irrelevante se ele não tem apoio tácito de grupos rebeldes rebeldes. O Coligação Nacional da Síria não falar para a maioria das facções rebeldes, muitos dos quais estão obtendo êxito tático limitado contra Damasco e o Estado islâmico. Isso pode influenciar a vontade do rebeldes para acomodar uma transição política, ou não. Stratfor acompanha de perto o comportamento de todos os componentes do conflito sírio e está em alerta para qualquer alteração na dinâmica política que poderia levar a uma solução negociada para a crise.


Iraque

Muhammad Haji Mahmud, secretário-geral do Partido Socialista Democrático do Curdistão, disse que os EUA, a ONU e representantes britânicos pediram partidos curdos para permitir Curdistão Presidente do Governo Regional Massoud Barzani para permanecer no cargo após o término de seu mandato em 20 de agosto e adiar a reforma política por dois anos. De acordo com Mahmud, funcionários estrangeiros estão preocupados que os curdos não será capaz de sofrer uma transformação política e ao mesmo tempo lutar eficazmente o Estado Islâmico e lidar com outras questões regionais.

17 agosto

Síria

A combinação prévia de cessar-fogo entre rebeldes sírios e forças leais, incluindo elementos do Hezbollah, entrou em colapso no fim de semana. Originalmente programado para terminar agosto 16, o cessar-fogo foi, em parte, mediada pelo Irã e Turquia, quatro dias antes. Centrando-se em as cidades de Zabadani, Fuaa e Kafriyeh, a cessação temporária das hostilidades mostrou a promessa quando foi prorrogado para além do período acordado 48 horas. Negociações em curso procuram um fim para o conflito na Síria, e localizadas cessar-fogo fornecer importantes subsídios para a construção de. No entanto, o colapso do cessar-fogo em meio a desacordos entrincheirados e desconfiança só serve para enfatizar as profundas divisões que existem na Síria. Tais divisões fará qualquer solução abrangente negociada para a crise extremamente difícil de alcançar.

Mais ao norte, o Estado Islâmico mostrou a sua determinação em manter no território na província de Aleppo, apesar da ameaça global de US e ataques aéreos turcos. Ao continuar seus ataques contra os grupos rebeldes da região, os Estados islâmicos espera para minar um componente-chave do plano turco-americano: a treinar e apoiar certas facções rebeldes que podem então ser utilizados como forças de procuração no terreno na Síria. O Estado Islâmico obteve ganhos ao redor da cidade-chave de Mare, sem dúvida, assistido por a retirada das forças Jabhat al-Nusra das posições da linha de frente contra o Estado islâmico na província de Aleppo.

Damasco lançou recentemente a sua própria ofensiva na província de Aleppo, voltada para Kweiris Air Base, actualmente sitiada pelo Estado islâmico. As indicações mais recentes a partir do solo são de que a ofensiva já foi interrompida, com pouco progresso feito contra o grupo extremista. As forças leais simplesmente não conseguiu reunir o poder de combate suficiente para um esforço bem-sucedido contra Kweiris, destacando a situação precária dos defensores base aérea se encontram em depois de anos de estar sob cerco.

Iraque

Primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anunciou o cancelamento de quatro ministérios e a fusão de quatro outros em agosto 17. No geral, de acordo com um comunicado da al-Abadi, o Conselho de Ministros será reduzido de 33 membros para 22, mais o primeiro ministro. Os cortes incluem três postos de vice-primeiro ministro, bem como os ministérios de Estado para assuntos da mulher e assuntos provinciais. Curdistão Presidente do Governo Regional Massoud Barzani advertiu al-Abadi não demitir o ministro das Finanças, Hoshyar Zebari, que é curdo, árabe iraquiano Sky Press. Entrincheirados interesses sectários no Iraque pode impedir as reformas de al-Abadi de ser implementadas ou mesmo mergulhar o Iraque em profundo conflito sectário.

Também em Bagdá, o parlamento iraquiano que se refere ao Judiciário um relatório chamando para o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki e inúmeras outras autoridades iraquianas para ser julgado pelos seus papéis no outono de Mosul para o Estado islâmico. O relatório alega que al-Maliki tinha uma imagem imprecisa da ameaça à zona norte da cidade e que ele escolheu e não conseguiu segurar a conta comandantes corruptos. Também implicados no relatório eram o governador de Mosul, um ex-ministro da Defesa, ex-chefe do Exército e um tenente-general responsável pela província de Nínive, entre outros.

Al-Maliki chegou a Teerão em 16 de agosto para conversações sobre as relações bilaterais e da luta regional contra o terrorismo. É improvável que ele vai simplesmente ir junto com a agenda de reformas de al-Abadi sem tentar proteger seu próprio poder. Ele também tem o apoio externo, ou seja, do Irão: Teerão ameaçou retirar o seu apoio à luta do Iraque contra o Estado islâmico e transformar suas milícias contra o governo em Bagdá se al-Maliki é levado a julgamento por seu papel na queda de Mosul. O escritório do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei supostamente tem estado em contacto com al-Abadi, bem como outros altos líderes iraquianos, em um esforço para preservar a imunidade de al-Maliki.

16 de agosto

Síria

Jabhat al-Nusra, afiliado da Al Qaeda na Síria, lançou sete membros do grupo rebelde apoiado pelos Estados Unidos Divisão 30 que foram sequestrados no mês passado. O grupo também disse que espera Jabhat al-Nusra lançará seu comandante. Na sequência do rapto, Jabhat al-Nusra atacou o comando Divisão 30 no norte da Síria, levando ao quase colapso do grupo. Jabhat al-Nusra, que se retirou das suas posições no norte de Aleppo à frente de uma operação EUA-Turquia, disse que os rebeldes sequestrado porque os Estados Unidos os treinou.
Em outra parte, série de ataques aéreos do governo sírio em um mercado em Douma, uma cidade controlada pelos rebeldes perto de Damasco, matou pelo menos 58 pessoas. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, disse que pelo menos 200 pessoas ficaram feridas no ataque. Os ataques aéreos siga frescos ofensivas legalistas contra a província Estado Islâmico no Aleppo.

Iraque

Um painel parlamentar iraquiana encontrou pelo menos 30 funcionários políticos e de segurança, incluindo o ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki, responsável pela queda da cidade de Mosul ao Estado islâmico. No relatório do painel, o comitê também colocou a responsabilidade pela derrota junho 2014 com o ex-governador de Mosul Atheel al-Nujaifi, o ex-ministro da Defesa, Sadoun al-Dulaimi e comandante da polícia Nínive Khalid al-Hamdani.

15 de agosto

Síria

Um representante do grupo rebelde Ahrar al-Sham disse que um cessar-fogo havia terminado com o governo e Hezbollah nas cidades de Zabadani, Fuaa e Kafriyeh. Nem Hezbollah nem o governo do presidente Bashar al Assad ainda comentou. O grupo rebelde disse que os combates recomeçaram após negociações mediadas pelo Irã e Turquia quebrou sobre demandas rebeldes para a libertação de prisioneiros. Ahrar al-Sham vinha liderando o lado rebelde das conversações, desempenhando um papel fundamental em trazer sobre o cessar-fogo, que começou agosto 12. Ahrar al-Sham está no meio de uma leste ofensiva contra o Estado Islâmico no buffer zona estabelecida pelos Estados Unidos e Turquia.

Iraque

Uma onda de atentados em todo Bagdá deixou 24 pessoas mortas. As explosões saiu em Taji, ao norte, Jisr Diyala, Madaen, Iskan e outras áreas. O mais mortífero deles foi realizado no distrito xiita de Habibiya e matou 15, ferindo 35 outras. Mais cedo, um caminhão-bomba Estado Islâmico no Sadr City matou 70 pessoas 13 de agosto

14 de agosto

Síria

Forças leais ao presidente Bashar al Assad sírio lançaram uma ofensiva na província de Aleppo rural visando alcançar o Kweiris base aérea em poder do governo, que está atualmente sob o cerco pelo Estado islâmico. Com o desastroso agosto 2014 perda de Tabqa base de ar fresco em suas mentes, o governo sírio está ciente de que um massacre Estado Islâmico dos defensores Kweiris poderia desencadear uma nova onda de descontentamento popular entre a população legalista. De fato, nos últimos dias, tem havido algumas manifestações no reduto governo de Tartus chamando a Damasco para romper o cerco e para obter seus soldados fora da base aérea Kweiris.

A base aérea é de cerca de 20 quilómetros (12 milhas) a partir das linhas legalistas mais próximos. O impulso do governo para romper o cerco é um empreendimento arriscado porque ele está sendo lançado com forças apressadamente reunidos num momento em que os legalistas estão sob pressão significativa em todo o país. As forças terá que lidar com possíveis ataques Estado islâmico em ambos os flancos ea possibilidade de que a força de alívio pode-se tornar-se cortado de assistência. Para os defensores da base aérea Kweiris, no entanto, a força de alívio pode ser sua última chance: Eles têm sido sitiada por anos e agora está sofrendo de atrito constante.
Ao norte de Kweiris base aérea, também na província de Aleppo, Ahrar al-Sham está conduzindo uma ofensiva em território Estado Islâmico dentro da zona tampão que Estados Unidos e Turquia estão tentando estabelecer com ataques aéreos e forças rebeldes aliados no terreno. A ofensiva Ahrar al-Sham fez progressos consideráveis inicial, apreendendo duas aldeias fronteiriças e uma usina de gás natural, apesar de um contra-ataque bem sucedido Estado Islâmico tem complicado o seu avanço. Ainda é muito cedo para fazer uma chamada sobre o resultado. Uma explicação para push de Ahrar al-Sham é que o grupo está tentando posição-se como uma força rebelde vital para ocupar a zona-tampão em uma operação de coalizão contra o Estado islâmico. No entanto, Ahrar al-Sham está realizando sua ofensiva mais recente ao lado de outras facções rebeldes que mantêm laços muito estreitos com a Turquia, incluindo os batalhões Nour al-Din al-zenki, ou seja, o grupo é mais provável que seja coordenar os seus esforços com Ankara.

Ahrar al-Sham é um dos mais poderosos facções rebeldes na Síria e foi habilmente manobrou para aumentar a sua influência e posição dentro do país. O grupo tem especialmente beneficiado com o aumento do fluxo da ajuda destinada aos rebeldes na Síria. Ahrar al-Sham, ao lado de outras facções rebeldes chave, tais como Jaish al-Islam, também tem procurado promover uma imagem de pragmatismo e vontade de cooperar com os esforços regionais e internacionais. A liderança da Ahrar al-Sham tem perseguido agressivamente este esforço de relações públicas, até mesmo publicando artigos de opinião na mídia ocidental, incluindo no Washington Post. Isto é, apesar da oposição do grupo islâmico companheiro e aliado Jabhat al-Nusra. Por causa de fortes laços de Ahrar al-Sham com Jabhat al-Nusra e suas metas para um futuro Síria, os Estados Unidos ainda está hesitante em se envolver com o grupo.

Grupos islâmicos como Ahrar al-Sham e Jaish al-Islam, no entanto, simplesmente devem fazer parte de qualquer busca de uma solução para o conflito sírio. A criação bem-sucedida de um cessar-fogo nas cidades de Zabadani, Fuaa, e Kafriyeh ilustrou o valor de trabalhar com organizações islâmicas, dado o Irão ea Turquia mediou o acordo com o envolvimento de Ahrar al-Sham e Hezbollah. Envolvendo tais grupos é especialmente importante no norte da Síria, onde poderosas facções islamitas ofuscar grupos que os Estados Unidos favores. Os Estados Unidos vão ter de lidar com esta realidade como ela funciona com a Turquia para empurrar o Estado Islâmico para fora da província de Aleppo.

10 de agosto

Síria

Jabhat al-Nusra, a filial da Al-Qaeda na Síria, vai deixar muitas das suas principais posições ao longo da linha de frente com o Estado islâmico. No fim de semana, o grupo militante declarou que não se opõem nem ajudar o próximo Turca e esforço liderado pela coligação contra o Estado islâmico na província de Aleppo. Jabhat al-Nusra entende que corre o risco de danos pesados se ele luta contra o turco-EUA operação e preferem ver seus inimigos Estado Islâmico ser a meta cheia de qualquer futura operação.

Um retiro por Jabhat al-Nusra das suas posições no norte de Aleppo, mesmo se ele perde território diretamente sob seu controle, é vantajoso para o grupo em uma série de maneiras. De acordo com fontes da Stratfor, os Estados Unidos concordaram em suspender seus ataques a Jabhat al-Nusra em troca da retirada, um grande ganho desde ataques persistentes dos EUA nos últimos meses ter danificado liderança operacional do grupo. Além disso, Jabhat al-Nusra pode consolidar as suas forças em outras frentes como a Turquia, os Estados Unidos e outras forças rebeldes efetivamente proteger seus flancos de ataques por parte do Estado islâmico.

É importante notar que Jabhat al-Nusra já fez a sua marca com ataques bem sucedidos no primeiro lote da Nova Força síria. Tendo atrasado e danificou o programa, Jabhat al-Nusra criou mais espaço e tempo para recuar a partir da fronteira com a Turquia Aleppo. No entanto, o recuo Jabhat al-Nusra não prenuncia um fim ao seu conflito com o Ocidente ou determinar a sua posição futura na Síria. Como parte da al Qaeda e um inimigo do Ocidente, os Estados Unidos terão de enfrentar Jabhat al-Nusra, eventualmente, mesmo que o Estado islâmico é agora a prioridade.

08 de agosto

Síria

Como Irão, Síria, Turquia, Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos discutem questões relacionadas com o conflito em curso, incluindo a forma Síria pode demorar após a saída do presidente Bashar al Assad, havia uma série de desenvolvimentos no campo de batalha na Síria. Estes são importantes para monitorar - facções rebeldes credíveis ainda têm de vir à mesa para discutir um acordo de partilha de poder. Em 8 de agosto, o governo sírio realizado ataques aéreos na zona rural perto da capital da província de al-Hasaka, bem como através de Idlib e na província de Latakia do norte, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou. Relatos não confirmados indicam também que aviões da coligação liderada pelos Estados Unidos realizaram greves próximos Raqqa que mataram dois lutadores Estado islâmico.

Confrontos entre tropas legalistas e rebeldes forças islâmicas têm sido relatados em curso em torno província Tabliseh, Homs. As tropas do governo também conseguiu repelir uma tentativa Estado Islâmico para assumir o controle da área em torno de campos de petróleo na província de Homs Jazal. Na província de Rif Damasco, as tropas governamentais sustentados pelo Hezbollah também lutou rebeldes islâmicos na área de Daraya e Zabdani. Luta começou mais uma vez no bairro de Jobar de Damasco. Província de Aleppo também viu acoplamentos entre forças do governo e rebeldes islâmicos no al-Rashdin, al-Sakhour e bairros Jam'ia al-Zahraa. Estado Islâmico entraram em confronto com outros rebeldes perto da vila de Om Hosh também.

07 agosto

Síria

Um turbilhão de reuniões está ocorrendo como partes interessadas no conflito sírio tentativa para elaborar um acordo de partilha de poder para substituir o governo do presidente sírio, Bashar al Assad. Rússia tem vindo a impulsionar a negociação, enquanto Omã atua como um mediador neutro veicular mensagens de e para Irão, Síria, Arábia Saudita, Turquia, Rússia e os Estados Unidos. Embora a atividade diplomática está pegando, ainda é um esforço fora divorciado da realidade do campo de batalha, onde os rebeldes sírio estão lutando contra o governo de al Assad em seus próprios termos.

Na sequência de uma viagem a Teerão, o chanceler sírio, Walid al-Moallem, que tem vindo a liderar as negociações em nome do governo al Assad, viajou para Muscat, onde se reuniu com o seu homólogo, Yusuf bin Alawi bin Abdullah. Embora a Arábia Saudita tem preferido manter estas negociações mais privada, o governo sírio está ansioso para telégrafo seu envolvimento em tais reuniões para aumentar a sua legitimidade após anos de isolamento diplomático.

A discussão entre al-Moallem e bin Alawi supostamente centrada em uma estratégia de saída para al Assad. O governo sírio sabe que propõe eleições em que al Assad é executado é um non-starter para as negociações com os poderes sunitas, mas al Assad ainda está dobrando para uma saída honrosa. Negociação anistia para al Assad será um desafio, no entanto. Ainda não está claro o quão flexível Estados Unidos será sobre o tema, especialmente com acusações contra al Assad pendentes sobre o uso de seu governo de armas químicas e outros crimes de guerra. Síria assinou, mas não ratificou Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, o documento de fundação para o Tribunal Penal Internacional, o que significa que o país está fora da sua jurisdição. A menos que um futuro governo sírio ratificou o Estatuto de Roma ou de alguma forma aceito a autoridade do tribunal, a única maneira de o TPI poderia mover ação contra a Síria seria se o Conselho de Segurança das Nações Unidas encaminhou o caso para ele. No entanto, é pouco provável enquanto a Rússia mantém o seu poder de veto, o que virá a calhar durante as negociações de anistia. A possibilidade de um governo subsequente carregamento al Assad no ICC também vai complicar onde ele pode refugiar-se como parte de qualquer negócio.

Além disso, Stratfor recebeu palavra que a Rússia convidou desertou Brig sírio. chefe general Manaf Tlass, um sunita, a Moscou no final deste mês. Depois de uma deserção altamente divulgada em 2012, Tlass está em Paris, mantendo um perfil baixo e esperando o momento certo para inserir-se em negociações. A família Tlass tem uma longa história com a família al Assad: O pai de Manaf, Mustafa Tlass, ajudou a mobilizar forte apoio militar e sunita para al Assad quando ele assumiu o poder em 2000. Em 2012, observou-se que as duas famílias eram susceptíveis de atingir um acordo para permitir a família Tlass para deixar a Síria, e prevemos que Manaf Tlass acabaria por voltar a jogar um papel em um acordo de partilha de poder. Dado que Tlass é um sunita com um fundo militar que também tem mantido relações estreitas com a administração al Assad, não é de admirar que ele agora está sendo oferecida como supostamente um candidato adequado para o ministro da Defesa em um novo governo sírio

Enquanto isso, o diálogo sobre a transição política continua. Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano Javad Zarif irá para a Turquia em 11 de agosto e depois a Moscou no final do mês. A Rússia também vai sediar mais uma rodada de negociações com a coligação sírio altamente fragmentada oposição do Conselho Nacional. Vários fatores têm sido acelerando as negociações: forças leais na Síria estão sofrendo reveses, os Estados Unidos estão tentando evitar um vácuo de poder em Damasco, ea Rússia está tentando golpear uma vitória diplomática sobre a Síria. A nossa avaliação continua a ser, no entanto, que estas negociações são em grande parte desligado da realidade no campo de batalha. Forças rebeldes sunitas têm o impulso na luta e é improvável que concordar com um acordo nesta fase, muito menos ceder o poder a figuras controversas, como sunitas Tlass que viveram confortavelmente em Paris, enquanto outros continuaram a luta na Síria. Por essa negociação para se obter um resultado eficaz, será vital que as facções rebeldes sírios se envolver.

06 de agosto

Síria

Duas ofensivas em curso na Síria, com encenação de Jaish al-Fatah eo Estado Islâmico, são problemáticos para Damasco como ele luta para conter várias ameaças. Forças leais estão espalhados fina em muitas frentes, mas ainda obstinadamente tentando defender suas posições e montar contra-ataques.

Tendo província de Idlib, em grande parte assegurado, Jaish al-Fatah está agora canalizar seus esforços em empurrar para baixo através do Sahl al-Ghab corredor planície estratégica no noroeste da província de Hama. Protegendo a planície melhoraria o acesso à província rebeldes Latakia, posicionando-os para um ataque combinado no resto da província de Hama ao lado de outros rebeldes posicionados perto da cidade de Morek.

Contra as forças legalistas consideráveis reunidos na planície Sahl al-Ghab, apoiada por um grande número de artilharia e unidades blindadas, luta foi transferida para as batalhas de fluido que compreende numerosos ataques e contra-ataques. A vantagem global encontra-se com os rebeldes, que são adeptos do uso das alturas ao redor da planície a sua vantagem, dependendo fortemente anti-tanque mísseis guiados para neutralizar a superioridade do governo na armadura. Ao longo dos últimos 48 horas, os rebeldes conseguiram tomar a vila de Bahsa, cerca de 5 km (3 milhas) a partir Joureen. Se eles podem manter o seu progresso e tomar ela própria Joureen, os rebeldes seriam capazes de isolar em grande parte as forças leais restantes, essencialmente, assegurar o controle sobre a planície.

Enquanto isso, o Estado Islâmico capitalizou sua mobilidade inerente e fizeram uma ofensiva surpresa bem-sucedida, aproveitando a cidade encruzilhada de al-Qaryatayn, não muito longe de Homs. O Estado islâmico está tentando adiar uma ofensiva legalista para ter de volta a antiga cidade de Palmyra. A ofensiva do grupo militante em al-Qaryatayn fundamentalmente enfraquece o avanço em direção legalista Palmyra por bater as linhas exteriores das forças de Damasco no flanco e ameaçando linhas essenciais de fornecimento de alimentação o avanço legalista. Com al-Qaryatayn tomado, atualmente os legalistas só tem acesso a uma estrada de reforçar a sua vital T4 Airbase e apoiar o impulso em Palmyra.
Os ganhos recentes contra posições dos rebeldes leais e o Estado islâmico, no entanto, longe de ser assegurada. A reação inevitável de Damasco pode restaurar suas posições perdidas. Mas a dupla ofensiva do norte e do leste ameaçar áreas chave defendeu, destacando a situação cada vez mais precária do governo sírio, que está tentando proteger seus territórios centrais em Hama e Homs províncias.

Na província de Aleppo, ao norte, os relatórios indicam que Jabhat al-Nusra está puxando para trás de algumas das suas posições e entregá-los aos seus aliados. Stratfor fontes sugerem que este pode ser um potencial acordo mediado pela Turquia, pela qual Jabhat al-Nusra iria desocupar província do norte Aleppo em troca da cessação de ataques aéreos contra as forças dos Estados Unidos. Stratfor está observando cuidadosamente para qualquer mudança na atividade aérea dos EUA para confirmar essa possibilidade.

Manobras diplomáticas

Na frente política, os esforços diplomáticos para garantir uma solução para a crise síria continuar. Várias reuniões, visitas e propostas estão em andamento, envolvendo todos os principais países com uma participação na crise. Secretário de Estado dos EUA John Kerry e ministro do Exterior russo Sergei Lavrov se reuniu pela terceira vez esta semana. E os funcionários estão fazendo algum progresso. Por exemplo, os russos concordaram em apoiar um projecto de resolução das Nações Unidas para identificar os autores de ataques químicos de armas na Síria. Com este acordo, Moscou poderia estar-se como um mediador confiável, oferecendo uma maneira de garantir mais concessões de Damasco enquanto se aguarda o resultado da investigação da ONU, que, muito provavelmente, identificar forças leais como sendo os principais infractores no uso de armas químicas.

Ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid al-Moallem continua a se engajar em diplomacia com uma viagem a Omã, que marca a sua primeira visita a um país do Golfo desde o início do conflito sírio. Devido à sua posição mais neutra, Omã está melhor posicionada entre as nações do Golfo como um fórum para a al-Moallem para transmitir posição Damasco "para os países do Conselho de Cooperação do Golfo. O Irão também anunciou que está prestes a apresentar um plano de paz para a Síria nas Nações Unidas, sem entrar em mais detalhes. Mas, apesar do considerável esforço em curso para mediar uma solução para o conflito sírio, que vai ser muito difícil chegar a um resultado positivo, dadas as posições muito díspares dos atores-chave.

05 de agosto

Turquia, Síria, Estados Unidos

Os Estados Unidos lançaram seu primeiro ataque aéreo na Síria a partir da Base Aérea de Incirlik no sul da Turquia. Em 23 de julho, escapes surgiram de que a Turquia havia concordado em permitir que os Estados-Membros a utilizar a base aérea de intervir na vizinha Síria. A missão dos EUA na Síria contra o Estado islâmico é complicada pela grande quantidade de atores armados, cada um com sua própria intrincada teia de alianças e interesses. Aviões e drones dos EUA têm vindo a chegar em bases aéreas turcas para uma batalha global contra os militantes islâmicos do Estado, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros turco Mevlut Cavusoglu. Os planos envolvem cortar o acesso do Estado Islâmico para a fronteira com a Turquia para cortar os fluxos transfronteiriços de armas e militantes, os diplomatas não identificadas familiarizadas com as negociações disse. As imagens de satélite que mostram veículos blindados em posições defensivas revelam a preocupação de Ancara sobre retaliação na sequência da sua recente intervenção na Síria. Qatar também deu o seu total apoio à campanha turca em curso de ataques aéreos no norte do Iraque, rompendo fileiras com o resto da Liga Árabe, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Catar.
  • Análise: As imagens de satélite tomadas na fronteira Turquia-Síria corroborar o que Stratfor previu semanas atrás: que a Turquia, agora em parceria com os Estados Unidos, vai atacar em território controlado pelo Estado Islâmico adjacente à fronteira turca. Os turcos alegadamente começaram a reforçar a sua fronteira sul com tropas e equipamentos já em julho 3. Mas de acordo com estas imagens, que foram tomadas 26 de julho de agora sabemos que esse equipamento inclui tanques de batalha principal Turco-fabricados e unidades de apoio pronta em um posição defensiva no lado turco da fronteira.
  • As áreas mostradas nas imagens estão localizados perto da cidade turca de Elbeyli, na fronteira com a Síria. Em 23 de julho, apenas três dias antes que as imagens foram capturadas, militantes islâmicos demitido do Estado através da fronteira da aldeia síria de al-Raaee e trocaram tiros com forças turcas, resultando na morte de um soldado turco e um militante sírio. No dia seguinte, aviões de combate turcos bombardearam posições dos Estados islâmicos na Síria. Logo depois, Washington e Ancara chegou a um acordo oficial permitindo que os Estados Unidos de usar Incirlik Air Base de greve contra as posições dos Estados islâmicos. Leia a análise completa aqui: Trazendo Estratégia de Fronteiras da Turquia em foco.
04 de agosto

Síria

O grupo militante Jabhat al-Nusra ligado à Al Qaeda capturado mais cinco rebeldes US treinados na Síria. Os lutadores foram capturados durante os ataques durante a noite na aldeia de QAH, perto da fronteira com a Turquia. Em 30 de julho, pelo menos oito rebeldes da mesma unidade, conhecida como a Força Nova sírio, também foram sequestrados pelo grupo jihadista. Enquanto isso, os Estados Unidos 04 de agosto confirmou que está fornecendo cobertura aérea para a Força Nova sírio, com o primeiro ataque aéreo realizado em 31 de julho.
  • Análise: A luta dos EUA para criar uma força rebelde síria viável no terreno foram colocadas em relevo gritante por confrontos recentes entre o apoiado pelo Ocidente Nova Força Síria eo ligado à Al Qaeda Jabhat al-Nusra. No fim de semana passado, a Força Nova sírio foi forçado a retirar de sua sede na província de Aleppo norte controlado pelos rebeldes para Afrin cantão, controlada pelos curdos sírios Popular Proteção Units, ou YPG.
  • A multiplicidade de atores armados na Síria, cada um com sua própria intrincada teia de alianças e interesses, faz um esforço unificado contra o Estado islâmico muito difícil. Esta divergência é tão forte, se não como hostil, aos combatentes sírios e os níveis do Estado, como refletido pelas diferenças de opinião entre os Estados Unidos ea Turquia sobre qual facções para trás. Embora a presença do Estado islâmico no norte de Aleppo é cada vez mais vulnerável e, embora quase certamente será conduzido da área, lutas internas entre os seus vários adversários vão atrasar esta eventualidade. Leia a análise completa aqui: Na Síria, Jabhat al-Nusra Complica Estratégia dos EUA.
Iraque, Reino Unido

O Reino Unido está ampliando sua participação em ataques aéreos liderados pelos EUA no Iraque contra o Estado islâmico por mais um ano a março de 2017, disse o secretário de Defesa britânico Michael Fallon. A extensão é a segunda para o esquadrão de Tornado GR4 caças-bombardeiros baseados em Chipre. O Reino Unido não participa nas operações aéreas na Síria, mas primeiro-ministro britânico David Cameron está planejando pedir legisladores no próximo mês para votar sobre se a participar.

03 de agosto

Síria

O presidente russo, Vladimir Putin pode desistir de o presidente sírio, Bashar al Assad e retirar o apoio incondicional do Kremlin para ele no futuro, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse atitude agosto 3. de Putin para a Síria tornou-se mais encorajador, Erdogan disse, e ele não já não acredita que a Rússia vai apoiar al Assad até o fim. Erdogan foi citando suas impressões a partir de seu encontro com Putin em Baku em 13 de junho Rússia tem vindo a facilitar o diálogo entre o regime sírio e Arábia Saudita.

Os Estados Unidos vão permitir ataques aéreos para apoiar os grupos rebeldes que se apoiam contra eventuais atacantes, incluindo aqueles leais ao presidente sírio, Bashar al Assad. Washington diz que o objetivo da missão ainda é a luta contra o Estado islâmico, mas que os ataques aéreos norte-americanos seriam usados contra qualquer pessoa inibir os rebeldes apoiados pelos EUA de alcançar o seu objectivo. Rússia criticou a decisão, dizendo que iria dificultar Damasco de combater eficazmente o Estado Islâmico. Os Estados Unidos estão esperando para fazer avançar a guerra civil síria para uma posição em que uma solução negociada pode remover o presidente Bashar al Assad do poder.