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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Bolsas Europeias pouco alteradas à espera de actas de bancos centrais

PAULO ZACARIAS GOMES
paulo.gomes@economico.pt
19 de Novembro de 2014


Depois de máximos de sete semanas, as ações do Velho Continente oscilam entre ganhos e perdas, com os investidores a aguardarem pormenores das reuniões do Fed e do Banco de Inglaterra.

Em dia de leilão de bilhetes do tesouro em Portugal, o sector bancário é dos posucos com ganhos, uma vez mais liderados pelo BCP. 
Os títulos do BCP oscilam entre ganhos e perdas depois de ontem a S&P ter revisto de estável para positivo o "outlook" do banco liderado por Fernando Ulrich e reafirmado os outlooks e ratings dos restantes bancos portugueses que acompanha.

A PT SGPS recua 0,35% para 1,43 euros por acção, oito cêntimos acima da proposta de Isabel dos Santos.
De acordo com a Blooberg, que cita duas fontes não identificadas, os fundos Apax de Bain deverão apresentar no dia 28, final da próxima semana, uma oferta vinculativa para a PT Portugal, negócio nacional da Oi.

Entre os outros pesos-pesados, apenas a EDP soma ganhos.
Galp e REN seguem em queda, num momento em que as duas energéticas travam um braço-de-ferro com o Governo, recusando pagar a taxa extraoredinária sobre o sector energético.

Ontem o Executivo recordou que as duas empresas serão alvo de execução fiscal se não pagarem a taxa.

Na primeira hora de negociação, o PSI 20 apresenta-se então a com uma descida de 0,15% para 5.219,10 pontos.

No resto da Europa, enquanto se aguarda pelas actas da reunião do Fed e do Banco de Inglaterra que hoje serão divulgadas, as transacções seguem maioritariamente no vermelho, depois de nos últimos dias terem sido impulsionadas por declarações de Mario Draghi sobre um eventual programa de compra de dívida soberana e pelo disparo da confiança dos investidores alemães.

Em Paris os títulos do maior banco francês, o BNP Paribas, valorizam 0,37% após as autoridades judiciais terem aberto uma investigação preliminar a uma suspeita de uso de informação privilegiada em negociações.

Os investidores continuam ainda atentos à evolução da situação económica no Japão, onde o aumento de impostos sobre o consumo contribuiu para levar a terceira maior economia do mundo à recessão. O país adiou o aumento de impostos por ano e meio e convocou eleições antecipadas.

No dia em que Portugal realiza dois leilões de bilhetes do tesouro a três e 12 meses, com um montante indicativo global entre 750 e mil milhões de euros, os juros destas duas maturidades apreciam ligeiramente em mercado secundário, bem como as taxas associadas às obrigações a 10 anos.

Quem também vai aos mercados é a Rússia, depois de cinco leilões cancelados. A emissão de hoje é dirigida a clientes internos, pondo à prova o rublo, que tem batido sucessivos mínimos históricos, também pressionado pelo preço do petróleo - dado o peso desta matéria-prima nas exportações russas.

O preço do barril de petróleo mantém a tendência descendente, estando próximo de mínimos de quatro anos, à espera das conclusões da reunião da OPEP na próxima semana, onde podem ser decididos cortes na produção dos países árabes.

Petrolíferas destacam-se pela positiva na última sessão da semana

SÓNIA SANTOS PEREIRA
08:08 - 21 de Novembro de 2014


Bolsas europeias conseguem saldo positivo no arranque da última sessão da semana, uma tendência que também vinga em Lisboa.

O Euro Stoxx 50 progredia 0,7% com o sector energético a protagonizar o melhor desempenho, num dia em que a cotação internacional do petróleo tenta recuperar fôlego.

Ainda assim, o barril de ‘brent', a referência para as importações portuguesas, mantém-se abaixo da barreira dos 80 dólares por barril. 

A OPEP, cartel que controla cerca de 40% do ouro negro, reúne na próxima semana, sendo que em cima da mesa poderá estar um corte na produção.

Por Lisboa, o PSI 20 aprecia 1,28% para 5.260,76 pontos, um dos melhores desempenhos no palco europeu. 

Todas as cotadas ganhavam valor à excepção da Teixeira Duarte, que seguia inalterada.

No topo da agenda dos investidores europeus estão hoje os trabalhos do congresso bancário europeus, onde Mario Draghi, presidente do BCE, e Jens Weidmann, líder do banco central alemão, têm intervenções marcadas.

Europa prolonga ganhos depois das garantias de Dragui

PAULO ZACARIAS GOMES
paulo.gomes@economico.pt
18 de Novembro de 2014


Mercados de acções do Velho Continente estendem sessão positiva depois de Draghi ter deixado aberta a porta à compra de dívida soberana para estimular a zona euro. Lisboa acompanha ganhos, apesar da queda da PT SGPS.

O PSI 20 segue a valorizar ligeiros 0,35% para 5.196,70 pontos, sustentado pelos ganhos da EDP e da banca e apesar das quedas da Portugal Telecom e da Galp.

Os títulos da PT recuam 1% para 1,43 euros depois de a empresa Terra Peregrin, de Isabel dos Santos, ter assegurado que esclarecerá a CMVM das razões para dispensar uma OPA obrigatória à cotada, cuja análise de pedido de derrogação tinha ontem sido anunciado pelo regulador dos mercados.

O BCP valoriza quase 3,5%, depois de ontem o governador do Banco de Portugal ter referido no Parlamento que um eventual prejuízo na venda do Novo Banco poderá ser transformado em crédito ao Estado e com pagamento dilatado no tempo, reduzindo assim o impacto imediato nas contas dos bancos que contribuem para o Fundo de Resolução. 

A Teixeira Duarte aprecia 0,53% para 75 cêntimos por título no dia em que recomeçam as obras de perfuração do túnel do Marão, obra ganha pelo consórcio liderado pela construtora.

A REN valoriza e a Galp está na linha de água depois de ambas as empresas terem ontem anunciado a recusa em pagar a taxa extraordinária sobre o sector energético, decisão que implica um impacto negativo de 60 milhões de euros nas contas públicas.

No resto da Europa as negociações seguem em alta mais evidente, à espera dos dados da confiança dos investidores alemães (ZEW), dos valores da inflação no Reino Unido (Outubro) e, ao início da tarde, dos preços da produção nos EUA.

E prolongam os ganhos que vêm do final da sessão de ontem, quando o presidente do BCE, Mario Draghi, admitiu no Parlamento Europeu que a compra de obrigações soberanas é uma das ferramentas ao alcance do banco para estimular a economia e combater a deflação na zona euro.
Também os juros associados à dívida dos países do sul do euro beneficiam das declarações de Mario Draghi e negoceiam com alívio generalizado em mercado secundário.

Em bolsa, os títulos da Altice - na corrida à PT Portugal - cedem mais de 3% depois de conhecida a intenção de venda de uma participação avaliada em cerca de 340 milhões de euros pelos grupos Carlyle e Cinven na empresa francesa. Os papéis da easyJet recuam mais de 1% apesar de resultados melhores que o esperado e de aumentos de dividendo. 


As bolsas asiáticas fecharam a sessão com movimento ascendente à espera do anúncio pelo primeiro-ministro japonês de estímulos à economia, adiamento de aumento de impostos e convocação de novas eleições, depois de ontem ter sido conhecido que a economia nipónica entrou em recessão.