Blog de análise, discussão, sobre assuntos de Economia, Mercados, Finanças e Política Nacional e I

Blog de análise, discussão, sobre assuntos de Economia, Mercados, Finanças e Política Nacional e I
Blog de análise, discussão, sobre assuntos de Economia, Mercados, Finanças, Política Nacional e Internacional e do Mundo

quarta-feira, 18 de março de 2015

PS não afasta demissão de Núncio, mas não a pede para já

João Galamba quer tudo esclarecido
LISTA VIP de CONTRIBUINTES
ATUALIZADO
Rita Dinis, Liliane Valente e Agência Lusa
Partidos unânimes sobre necessidade de apurar responsabilidades e explicações. 
PS não pede para já demissão de Paulo Núncio, PSD diz que por agora só se sabe que informação dada não é 100% verdadeira.

O PS vai esperar para ver os esclarecimentos de Paulo Núncio no Parlamento, mas para já não pede a demissão do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. 
O PSD também quer ver o caso esclarecido, afirmando que as informações disponíveis até agora não confirmam a existência da lista, mas confirmam que as informações dadas pela Autoridade Tributária ao Governo “não correspondem 100% à verdade”.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado e secretário nacional do partido João Galamba disse que o PS vai “inquirir” o secretário de Estado e que é preciso perceber primeiro quem é o responsável pela “lista” que “aparentemente existe”. “Esperemos pelos esclarecimentos para apurar todas as responsabilidades”, acrescentou.
“Vamos aguardar pelas explicações cabais do secretário de Estado. É um assunto demasiado sério para que subsistam dúvidas. O Parlamento é a sede própria para fazer esse debate”, disse. O pedido de responsabilidades políticas pode assim ficar para depois, para já, socialista prefere criticar a atuação do governante dizendo que a “primeira coisa” que Paulo Núncio fez foi “culpar os serviços que tutela”, à semelhança, disse, do que aconteceu na Educação e na Saúde: “O que sabemos é que o Governo, cada vez que há um problema, culpa os serviços”.
Já o PSD não admite a existência de lista VIP, mas confirma que as informações reveladas pelo diretor-geral da Autoridade Tributária, agora demissionário, “não correspondem 100% à verdade”. 
Caso contrário não teria havido demissão. 
E por isso quer ouvir os responsáveis no Parlamento para apurar “o que realmente aconteceu”. 
As audições de António Brigas Afonso e do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, foram aprovadas esta manhã por unanimidade em sede de comissão parlamentar, e devem ter lugar ainda esta semana.
“A avaliar pelas informações de que dispomos não se confirma a existência da lista VIP de contribuintes, o que se confirma é que as informações dadas não correspondem 100% à verdade. Se a informação [dada pelo diretor-geral da AT nos últimos dias] fosse 100% verdadeira ele não se teria demitido”, afirmou o deputado Duarte Pacheco reagindo à demissão do dirigente anunciada esta quarta-feira.
Quando estoirou a polémica da eventual existência de uma lista VIP de contribuintes, o Governo apressou-se a negar a existência da lista, nomeadamente pela voz do primeiro-ministro que, no último debate quinzenal, garantiu que não tinha conhecimento de qualquer lista e que a Autoridade Tributária lhe tinha dito que informação era falsa. 
“O Governo falou com base na informação dada pela Autoridade Tributária, se a Autoridade Tributária diz que não há lista ninguém pode dizer que a informação é falsa”, defendeu Duarte Pacheco, acrescentando que foi por isso que foi aberta uma investigação.

Ou seja, “é o próprio diretor da Autoridade Tributária que tem de explicar o que aconteceu na realidade”, afirmou Duarte Pacheco.

Também Cecília Meireles, vice-presidente da bancada do CDS-PP, reagiu à mais recente polémica, lembrando que a demissão do diretor da Autoridade Tributária é uma prova “clara” de que “o Governo nunca pediu ou deu instruções para que houvesse listas especiais”.
“As audições que aprovamos na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), algumas das quais propostas pela maioria, permitirão esclarecer cabalmente tudo o que se passou. Desde já, há algumas coisas que temos como certas: o Governo nunca pediu ou deu instruções para que houvesse listas especiais, a segunda, é que há de facto alguma coisa”, afirmou Cecília Meireles. 
Questionada sobre as razões que a levam a garantir que o executivo – em que o centrista Paulo Núncio é secretário de Estado dos Assuntos Fiscais -, não deu tais instruções, Cecília Meireles respondeu: “Porque o próprio Governo já o garantiu, e daquilo que é dito pelo próprio diretor-geral da Autoridade Tributária, isso resulta claro”.

A ‘vice’ da bancada centrista afirmou ainda que “do ponto de vista dos princípios está claro é que o sigilo fiscal é um direito fundamental de todos os cidadãos e não pode haver listas especiais de cidadãos”.

Do lado do PCP, pela voz de Paulo Sá, vieram avisos para a extrema gravidade da situação caso se confirme que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais terá dado instruções para a criação de uma lista de contribuintes VIP.
“Agora [que] todos os dados apontam para a existência dessa lista VIP de contribuintes (…) É preciso saber como foi criada esta lista VIP de contribuintes – e há notícias que indicam que terá sido criada por iniciativa do Governo, por intermédio do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais [Paulo Núncio], que terá ele próprio dado orientações à Autoridade Tributária e Aduaneira para criar essa lista. Se isso se confirmar, estamos perante uma situação de extrema gravidade, porque é intolerável que o Governo atue desta forma“, avisou o deputado do PCP.
Perante os jornalistas, Paulo Sá afirmou ainda que é preciso apurar como é que criação desta lista VIP “se coaduna com a propaganda do Governo sobre combate à fraude e evasão fiscal”.
“Os trabalhadores da administração fiscal, no âmbito das suas funções – e no estrito respeito pela lei -, precisam de consultar dados de contribuintes, exatamente para averiguar se há ou não fraude e evasão fiscal. Pelos vistos, pela existência dessa lista VIP, mostra que os trabalhadores estão limitados e não podem aceder aos dados de certos contribuintes VIP”, apontou.
O discurso mais duro, no entanto, veio do Bloco de Esquerda, com o líder parlamentar Pedro Filipe Soares a apontar o dedo ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, por ter “garantido na Assembleia da República que não havia uma lista VIP”.
“Não disse não sabia ou que iria averiguar, garantiu que não havia”, disse o bloquista, afirmando que a situação “não pode passar sem consequências” para ao Governo.
O deputado ecologista José Luís Ferreira afinou pelo mesmo diapasão e acusou o Governo de estar “a faltar à verdade”. 
Resta saber se foi porque “não era detentores de todos os factos” ou se “faltaram à verdade pura e simplesmente”, afirmou o deputado do PEV.
“A existência de uma lista de contribuintes VIP foi negada pelo senhor secretário de Estado Paulo Núncio, pela senhora ministra das Finanças e, inclusivamente, pelo senhor primeiro-ministro aqui no plenário da Assembleia da República, isto significa que estes três membros do Governo ou estão a faltar à verdade porque não eram detentores de todos os factos ou faltaram à verdade pura e simplesmente”, afirmou.
Segundo a revista Visão, Paulo Núncio rejeita qualquer responsabilidade do Governo na alegada lista VIP de contribuintes mas admite que o documento possa existir. 
“Houve procedimentos internos e propostas no âmbito da Autoridade Tributária nesta matéria, sem que jamais o Governo tenha tido conhecimento dessa questão ou que o Governo tenha sido informado”, disse o secretário de Estado, citado pela revista.

Carta de despedida: Chefe do fisco admite novos métodos de prevenção contra a intrusão

Paulo Núncio tutela a autoridade tributária
LISTA VIP de CONTRIBUINTES
18/3/2015, 12:01
Helena Pereira
Brigas Afonso enviou email de despedida aos funcionários da Autoridade Tributária em que admite que estão a ser ponderados novos métodos de proteção de dados, mas sem estarem ainda em ação.

António Brigas Afonso, diretor-geral demissionário da Autoridade Tributária (AT), enviou uma email de despedida aos funcionários do fisco em que nega categoricamente a existência de uma lista VIP de contribuintes, mas em que admite ao mesmo tempo que foram ponderados e testados novos métodos de proteção dos dados de contribuintes.

“A importância e a sensibilidade da proteção dos dados pessoais dos contribuintes exigem da AT a adoção de metodologias preventivas, e não apenas reativas, contra a intrusão e o acesso ilícito, estando a ser ponderadas novas alternativas, mas sem que nenhuma tenha sido até agora implementada“, escreveu Brigas Afonso, no email a que o Observador teve acesso, sem que especifique mais estes procedimentos.

Quanto à alegada lista VIP diz que “essa lista não existe e nunca existiu, como a AT já informou” e que “todos os processos disciplinares que são do conhecimento público resultam exclusivamente de notícias publicadas nos jornais com violações consumadas do direito ao sigilo e de queixas de contribuintes individuais sobre acessos indevidos aos seus dados pessoais”. 
Mais: “Não foi aberto nenhum processo contra funcionários que efetuaram consultas no exercício das suas funções”.

O ex-chefe do fisco explica que o seu pedido de demissão destina-se, assim, a “proteger a AT da polémica que já se situa fora do âmbito da proteção de dados pessoais e do patamar institucional da AT e destina-se a proteger a instituição e os seus funcionários”.

Brigas Afonso, que esteve no cargo oito meses, termina com elogios aos seus funcionários. “Ao longo do meu curto mandato constatei o alto relevo da missão da AT e a excelência dos seus funcionários, bem como o elevado prestígio a que o vosso trabalho nos conduziu, tanto a nível nacional como internacional”, escreveu no email enviado pouco depois das 11 da manhã, já depois de a sua demissão ter sido confirmada e anunciada pelo Ministério das Finanças. 
“Quero agradecer a todos a vossa ajuda neste período difícil, de muitas provações e dificuldades, em especial a maioria de vós, que trabalha num ambiente de extrema escassez de recursos e de exigências cada vez mais difíceis. 
Tenho a certeza de que o país saberá reconhecer o vosso trabalho de excecional mérito e sentido de missão”, termina a carta.

Em declarações à Visão esta quarta-feira, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, declarou que “houve procedimentos internos e propostas no âmbito da Autoridade Tributária nesta matéria, sem que jamais o Governo tenha tido conhecimento dessa questão ou que o Governo tenha sido informado”.

Leia aqui na íntegra:

Caros Colegas colaboradores da AT,
Apesar de já não ser possível dar-vos conhecimento, em primeira mão, quero informar-vos que apresentei hoje o meu pedido de demissão à Senhora Ministra de Estado e das Finanças, na sequência das notícias que têm vindo a ser publicadas acerca da alegada existência de uma lista de contribuintes de acesso restrito a funcionários da AT. Essa lista não existe e nunca existiu, como a AT já informou. Todos os processos disciplinares que são do conhecimento público resultam exclusivamente de notícias publicadas nos jornais com violações consumadas do direito ao sigilo e de queixas de contribuintes individuais sobre acessos indevidos aos seus dados pessoais. Não foi aberto nenhum processo contra funcionários que efetuaram consultas no exercício das suas funções.
A importância e a sensibilidade da proteção dos dados pessoais dos contribuintes exigem da AT a adoção de metodologias preventivas, e não apenas reativas, contra a intrusão e o acesso ilícito, estando a ser ponderadas novas alternativas, mas sem que nenhuma tenha sido até agora implementada.
O meu pedido de demissão destina-se apenas a proteger a AT da polémica que já se situa fora do âmbito da proteção de dados pessoais e do patamar institucional da AT. Destina-se a proteger esta Instituição e os seus funcionários.
Ao longo do meu curto mandato constatei o alto relevo da missão da AT e a excelência dos seus funcionários, bem como o elevado prestígio a que o vosso trabalho nos conduziu, tanto a nível nacional como internacional. Quero agradecer a todos a vossa ajuda neste período difícil, de muitas provações e dificuldades, em especial a maioria de vós, que trabalha num ambiente de extrema escassez de recursos e de exigências cada vez mais difíceis. Tenho a certeza de que o País saberá reconhecer o vosso trabalho de excecional mérito e sentido de missão.
Foi um grande privilégio dirigir esta Casa. Como sempre, continuo a ser um de vós.
Com os melhores cumprimentos.
António Brigas Afonso.

Diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira demite-se

LISTA VIP de CONTRIBUINTES
ATUALIZADO 789 PARTILHAS
Edgar Caetano e David Dinis
Brigas Afonso apresentou demissão, na sequência da controvérsia com a "Lista VIP" de contribuintes. 
Pedido foi aceite pela ministra das Finanças. 
Paulo Núncio admite ir ao Parlamento dar explicações

António Brigas Afonso, diretor-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), apresentou a demissão esta quarta-feira, na sequência da controvérsia com a “Lista VIP” de contribuintes, confirmou o Observador. 
O pedido foi aceite pelo Ministério das Finanças, confirma o Ministério em comunicado, sem adiantar para já qualquer informação adicional. 
Nada indica, para já, que o lugar de Paulo Núncio esteja em risco, apesar de a auditoria que foi determinada já ter indícios que a polémica lista, sempre categoricamente desmentida pelo Governo, poder existir.

No cargo há nove meses, António Brigas Afonso, substituiu em julho o antigo chefe do fisco, José Azevedo Pereira. 
Antes disso, Brigas Afonso era subdiretor-geral da AT na área dos impostos especiais sobre o consumo.

Em declarações aos jornalistas esta quarta-feira, transmitidas pela SIC Notícias, Paulo Núncio  diz que “esta não é o momento para clarificar” a situação. 
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais garante estar “totalmente disponível” para ir ao Parlamento, “porque entendo que o Parlamento é o local certo para que sejam prestados mais esclarecimentos sobre esta matéria”. 
Paulo Núncio acrescentou que “o governo recebeu da AT a confirmação de que não existia essa lista mas, por outro lado, existem rumores e notícias em sentido contrário”.

Ouvido pela TSF, Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, diz que recebeu a notícia “com um misto de surpresa e de fatalidade”.
“O Dr. Brigas Afonso não pode ser responsabilizado pelo que se passou com a Lista VIP, mas é responsável máximo da casa”, acrescentou Paulo Ralha, elogiando a “franqueza” do agora ex-diretor-geral da AT. 
Paulo Ralha diz que António Brigas Afonso terá sido “apanhado desprevenido” pela existência desta lista quando assumiu o cargo.

A existência de uma lista de contribuintes VIP, personalidades mediáticas de várias áreas, terá sido divulgada numa formação para inspetores tributários estagiários realizada a 20 de janeiro. 
A notícia, avançada pela revista Visão, tem por base o testemunho de participantes na sessão que decorreu na Torre do Tombo, que contrariam a versão oficial do governo segundo a qual a tal lista não existe. 
Também o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI), Paulo Ralha, veio a afirmar que existe uma bolsa de contribuintes VIP no Fisco.

Depois de ter repetido que “nunca foram dadas instruções à Autoridade Tributária para elaborar qualquer tipo de listas de contribuintes”, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, garantiu que a sua resposta não implica que esteja afastada a realização de uma auditoria ao caso da lista VIP de contribuintes, que foi sugerida por um vice-presidente do PSD e defendida pelo PCP e Bloco de Esquerda. 
Paulo Núncio insistiu nunca ter “elaborado ou entregado” qualquer lista de contribuintes à Autoridade Tributária (AT), assim como nunca ter dado "instruções" para a AT o fazer.

Na segunda-feira, inspetores da Autoridade Tributária denunciaram um "clima de medo, insegurança e intranqualidade"  na sequência do aviso de que haveria uma lista VIP de contribuintes, que ao ser consultada faria disparar um alarme informático.

Nesse mesmo dia, o Ministério das Finanças mandou abrir uma auditoria à alegada lista VIP de contribuintes da Autoridade Tributária. 
“Tendo em conta notícias vindas recentemente a público, o Ministério das Finanças comunica que solicitou hoje à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) a abertura de um inquérito sobre a alegada existência de uma lista de contribuintes na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), cujo acesso seria alegadamente restrito. 
Este inquérito, a realizar pela IGF, enquanto entidade externa da AT, destina-se a realizar o apuramento de todos os factos relativos a este assunto”, informou o gabinete de Maria Luís Albuquerque no dia 16.

Lista VIP de contribuintes: “Clima de medo e insegurança”

Ministério das Finanças não quer abrir averiguação
LISTA VIP de CONTRIBUINTES
16/3/2015, 12:51
Helena Pereira
Inspetores tributários confirmam aviso feito por um responsável do Fisco em janeiro. PCP e BE admitem pedir auditoria independente face a recusa do Governo.

Inspetores da Autoridade Tributária denunciam um “clima de medo, insegurança e intranquilidade” na sequência do aviso de que haveria uma lista VIP de contribuintes, que ao ser consultada faria disparar um alarme informático.

No Fórum da TSF, esta segunda-feira, dois inspetores da Autoridade Tributária que estiveram presentes, em janeiro, na ação de formação em que alegadamente o chefe de divisão dos serviços de auditoria da Autoridade Tributária, Vítor Lourenço, contaram as dúvidas que existem e defenderam uma auditoria. 
O Governo já disse que não pretende avançar com nenhum inquérito interno, mas PCP e o BE ameaçam levar o assunto ao Parlamento.

“Foi-nos dito que existe uma lista ou bolsa de contribuintes, aos quais se acedemos faria disparar um alarme e que tem havido processos disciplinares no âmbito desta lista, o que gerou um clima de medo, intranquilidade e insegurança”, afirmou uma inspetora tributária estagiária Márcia Pimenta, levantando a dúvida sobre se terá algum processo disciplinar mesmo que aceda por engano a um número de contribuinte dessa alegada lista ou se alguém lhe fornecer um número de contribuinte trocado. 
“Não sei se existe é verdade ou é mentira, não sei se a lista existe ou não. 
Estamos a trabalhar com muito medo”, acrescentou. 
E sugeriu uma auditoria interna “para que nós saibamos como agir”.

Luís Santiago, outro dos inspetores tributários, contou que foram avisados para ter “cuidado” com uma lista VIP pois “se se pesquisasse algum nome” dessa lista “tocava uma campainha”.

O PSD pediu na sexta-feira uma auditoria interna para afastar todas as dúvidas, mas o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, indicado pelo CDS, já veio recusar esse pedido.

Mas a oposição não vai deixar cair este caso. 
PCP e BE admitem entregar no Parlamento propostas para pressionar o Governo a abrir um inquérito interno no Fisco. 
“A Assembleia da República tem a obrigação de saber onde está a verdade”, afirmou, no Fórum da TSF, o deputado comunista António Filipe.

O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, defendeu, por seu turno, que a “suspeição criada é enorme e que há um inaceitável clima de intimidação”. 
“É inequivocamente necessária uma averiguação independente”, acrescentou.

Lista VIP de contribuintes: Governo ordena auditoria

LISTA VIP de CONTRIBUINTES
16/3/2015, 18:14
Helena Pereira
Gabinete de Maria Luís Albuquerque já deu instruções esta segunda-feira para que a Inspeção-geral de Finanças esclareça a alegada bolsa VIP no fisco.

O Ministério das Finanças mandou abrir uma auditoria à alegada lista VIP de contribuintes da Autoridade Tributária.

“Tendo em conta notícias vindas recentemente a público, o Ministério das Finanças comunica que solicitou hoje à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) a abertura de um inquérito sobre a alegada existência de uma lista de contribuintes na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), cujo acesso seria alegadamente restrito. 
Este inquérito, a realizar pela IGF, enquanto entidade externa da AT, destina-se a realizar o apuramento de todos os factos relativos a este assunto”, informou o gabinete de Maria Luís Albuquerque.

Esta manhã, respondendo a questões enviadas na sexta-feira pelo Observador sobre uma eventual auditoria , o secretário de Estado Paulo Núncio insistia que nada do que tem sido noticiado aconteceu. 
Fê-lo em curtas frases, num texto que foi enviado também à TSF. 
E com uma frase mais: “Não faz sentido”. 
Um pouco mais tarde, contestou que a frase dissesse respeito à pergunta sobre a auditoria, antes sobre o caso como um todo. 
E admitiu pela primeira vez ao Observador que não afastou a hipótese de auditoria.

Lista VIP de contribuintes: Governo não exclui, afinal, inquérito

Paulo Núncio é militante do CDS
LISTA VIP de CONTRIBUINTES
ATUALIZADO
David Dinis e Rita Dinis
PSD sugeriu na sexta-feira que fisco fizesse uma averiguação, Paulo Núncio diz que "nunca" houve instruções para haver lista VIP. Mas inquérito ainda está, afinal, em cima da mesa.

Depois de ter repetido que “nunca foram dadas instruções à Autoridade Tributária para elaborar qualquer tipo de listas de contribuintes”, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais garante agora que a sua resposta não implica que esteja afastada a realização de uma auditoria ao caso da lista VIP de contribuintes, que foi na sexta-feira sugerida por um vice-presidente do PSD e esta manhã defendida pelo PCP e Bloco de Esquerda.

Esta manhã, respondendo a questões enviadas na sexta-feira pelo Observador sobre uma eventual auditoria e sobre se tinha falado ou ouvido algum dos intervenientes no caso, Núncio respondia nada do que tem sido noticiado aconteceu. 
Fê-lo em curtas frases, num texto que foi enviado também à TSF. 
E deixava uma frase mais: “Não faz sentido”. 
Um pouco mais tarde, contestou que a frase dissesse respeito à pergunta sobre a auditoria, antes sobre o caso como um todo. 
E admitiu que não afastou a hipótese de auditoria.

Paulo Núncio insiste, mesmo assim, nunca ter “elaborado ou entregado” qualquer lista de contribuintes à Autoridade Tributária (AT), assim como nunca ter dado “instruções” para a AT o fazer. 
Da mesma maneira, lembra que a própria Autoridade Tributária já confirmou que também nunca o fez por sua iniciativa.

O que tem acontecido, segundo a secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais, é que, sempre que haja indícios de violação do sigilo fiscal de um contribuinte “é aberto um procedimento de averiguações interno para tentar detetar se o sigilo fiscal teve origem na Autoridade Tributária”. 
Essas situações acontecem, por exemplo, quando são divulgadas notícias com informações fiscais de contribuintes sem a sua autorização ou quando há queixas particulares do Ministério Público, explica ao Observador.

O Governo já tinha desmentido a existência da tal lista, nomeadamente pela voz do primeiro-ministro no último debate quinzenal, mas a oposição insiste que são precisas garantias claras, uma vez que nos últimos meses foram instaurados processos disciplinares a 140 funcionários da Autoridade Tributária. 
O último a juntar-se a este coro foi o próprio PSD. 
Na sexta-feira, falando na SIC Notícias, o porta-voz e vice-presidente do PSD, Marco António Costa, sugeriu que se fizesse “uma averiguação para saber se é verdade ou não” e, sendo mentira, para haver “consequências” para o caso do chefe de divisão do fisco que admitiu a existência da lista.

“A Autoridade Tributária rapidamente pode fazer um processo de averiguação, é muito simples averiguar se é verdade ou mentira”, afirmou Marco António Costa na altura, explicando que, segundo a denúncia do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, a lista foi admitida por um chefe de divisão numa ação de formação onde estiveram 300 pessoas. “Até agora ainda não apareceu ninguém, para além do presidente do sindicato, a confirmar essa lista”, disse.

* Este texto foi atualizado depois de novas informações do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Lista Vip de contribuintes: PSD pede ao fisco que abra inquérito

LISTA  VIP  de CONTRIBUINTES
13/3/2015, 22:19198 PARTILHAS

Marco António Costa defende averiguações e consequências para o chefe de divisão que disse que havia uma lista VIP dentro do fisco.

O PSD desafiou esta sexta-feira a Autoridade Tributária a abrir um processo de averiguações sobre as declarações de um chefe de divisão do fisco que terá admitido numa ação de formação que existe uma lista VIP de contribuintes. 
A esses nomes seria aplicado um filtro informático que detetava imediatamente sobre que funcionários estavam a consultar os dados VIP.

O Governo já veio desmentir tal lista, mas a oposição insiste que são precisas garantias claras, uma vez que nos últimos meses foram instaurados processos disciplinares a 140 funcionários da Autoridade Tributária.

“Espero que haja uma lista VIP mas dos 10 milhões de contribuintes”, afirmou o vice-presidente e porta-voz do PSD, Marco António Costa, na SICN, acrescentando esperar que a Autoridade Tributária “abra uma averiguação para saber se é verdade ou não e sendo mentira essa afirmação do chefe de divisão tem que ter consequências”.

“A Autoridade Tributária rapidamente pode fazer um processo de averiguação, é muito simples averiguar se é verdade ou mentira”, afirmou, explicando que, segundo a denúncia do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, a lista foi admitida por um chefe de divisão numa ação de formação onde estiveram 300 pessoas. 
“Até agora ainda não apareceu ninguém, para além do presidente do sindicato, a confirmar essa lista”, disse.

O dirigente defende que os funcionários do fisco apenas acedam “aos dados dos contribuintes por razões funcionais objetivas e não por mero voyeurismo ou vontade mórbida de conhecer a vida dos cidadãos”.